Ser leve

ser leve

Muito se fala sobre a necessidade de viver com mais leveza, através de slogans pessoais como: “seja leve”, “good vibes”, “time do bem”, dentre tantas outras hashtags que podemos encontrar pelas redes ultimamente. Porém sempre me pergunto até onde realmente as pessoas querem significar isso. Quão profundo é esse desejo e o que é feito de fato para trazê-lo à prática cotidiana?

Longe de mim me mostrar ceticista, porém vejo gente bradando “mais amor, por favor”, ao mesmo tempo em que é capaz de destruir o dia de alguém com excesso de ego e arrogância. Vejo pessoas clamando por “menos hipocrisia”, sem sequer conseguirem mais diferenciar suas vidas reais daquelas que cultivam na internet. Não raro também, é encontrar aqueles que são eternamente injustiçados e perseguidos, mas incapazes de olhar no espelho e atenuar o impacto dos erros dos outros retirando a parcela que lhes é própria.

Assim sendo, como viver com real leveza em um mundo onde muito se fala e pouco se faz, muito se exige e nada se dá? Refletindo, penso que talvez o primeiro passo seja encontrar coerência. Ou, se isto for pedir muito, ao menos buscar por ela enquanto analisamos a nós mesmos. Até porque, quando se olha para dentro, não dá tempo de olhar para o lado e imputar o que quer que seja ao outro.

Problemas e frustrações todos temos e sempre teremos, afinal fazem parte da vida, e podem servir como excelentes oportunidades de crescimento, depende apenas da forma como os encaramos. Nossos julgamentos e preconceitos também são problemas exclusivamente nossos, de modo que não devem ser jogados nas costas de mais ninguém, antes disso, devem ser combatidos e trabalhados para nos tornarmos melhores em um mundo já tão mal.

Parafraseando os pensamentos de Barbara Duguid no incrível “Graça Extravagante”, livro que muito tem me edificado nos últimos dias, quando lutamos incessantemente contra nossos próprios erros, e por vezes, sem entender, nos vemos falhar repetitivamente em determinadas áreas, consequentemente nos tornamos muito mais tolerantes com relação aos erros e falhas dos outros.

Com isso, concluo que ser leve é mais do que apenas não pesar o outro. É, primariamente, não pesar a si mesmo. É não cobrar do outro o que não se é, ao mesmo tempo em que não se espera de si um ideal impossível de alcançar. É ter os pés no chão do hoje, enquanto se constrói um futuro melhor, mas onde você se encaixe.

E para você… O que é ser leve?

 

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Tag: De repente 30

De repente 30

Hoje estamos oficialmente entrando em contagem regressiva para 2018! E após um mês de postagens diárias com o “30 Day Blog Challenge”, voltamos à programação normal do blog, com posts todas as segundas, quartas e sextas.

Dezembro é o meu mês. Além do meu aniversário, traz com ele todo um sentimento de renovação que eu adoro. Por ser um mês de transição (é como eu o encaro), esse período nos leva a refletir sobre muitas questões que podem ter passado “batido” durante o restante do ano. Alguns amam esta época, outros nem tanto, mas não se pode negar que é um período importante e muito significativo. Então podem esperar postagens nessa vibe durante o mês todinho.

Como meu aniversário se aproxima, e eu confesso que ainda não superei a crise dos 30, resolvi responder a Tag “De repente 30”, para aproveitar e fazer uma “média” com as amigas balzaquianas que me acompanham. Certeza que alguém irá se solidarizar. rs

Seguem as perguntinhas da tag:

1. Quando você irá completar 30 anos?

🙂 – Pois é… esse fatídico dia já aconteceu, e no próximo dia 7 completo 33 anos. Mas pode ter certeza de que a ficha ainda não caiu.

2. Você pretende fazer uma festa grande?

🙂 – Não fiz e tampouco pretendia fazer. Nunca gostei de grandes festas..

3. Se você pudesse voltar no tempo, quantos anos você gostaria de ter agora?

🙂 – Sinceramente?! Só de pensar em voltar no tempo já me dá preguiça. rsrs A vida é feita de fases, e para cada uma delas vai existir algo especial o suficiente para te fazer grata.

Muitas vezes perdemos o que está diante de nós por olhar demais para traz ou esperar demais pelo que ainda vai vir. Já caí nessa cilada algumas vezes, mas hoje não mais. Se aprendi algo valioso com meus 30 anos, definitivamente foi isso: estou onde devo estar!

4. Você já notou alguma mudança no seu corpo? Qual?

😦 – Queria muito responder que não, mas é impossível. O tempo realmente se faz notar de alguma forma depois que se dobra aos 30.

No meu caso, sinto meu metabolismo muito mais lento. E isso, para quem é movido a açúcar, não é nada bom. Hoje eu sinto os efeitos de cada extravagância gastronômica que ouso me permitir, de modo que ir para academia e manter uma alimentação saudável não é mais opção… virou necessidade mesmo.

Mas, olhando pelo lado positivo, isso até que traz um certo equilíbrio.

5. Você se sente velha? Por que?

🙂 – Já morro de medo das rugas, mas não me sinto velha, e até me incomodou essa pergunta. Eu não sei explicar exatamente o “porquê” de não me sentir assim, simplesmente acho que essa noção de idade mudou ou vem mudando. Ter 30 anos hoje não é como há um tempo atrás. A impressão que tenho é de que estou no auge da vida.

6. Você já desejou alguma vez ter 30 anos?

🙂 – Eu nunca pensei diretamente nos meus 30 anos até ter uns 28, e nessa época eu desejava que os 20 durassem para sempre.

7. Na sua infância, como você se imaginava aos 30 anos?

🙂 – Na minha infância o máximo que eu conseguia imaginar era como estaria aos 18 anos. E na minha ingenuidade, com essa idade eu já seria rica, bem casada e teria uns 5 filhos. Sem falar que daria à luz a toda essa prole me mantendo magra e sarada, mesmo comendo brigadeiro nas principais refeições… sequer passava pela minha cabeça que isso poderia não ser possível.

8. E como é a sua vida agora?

🙂 – Não é perfeita, mas é melhor do que eu sonhei.

9. O que você pretende ainda realizar aos 30 anos?

🙂 – Ainda?! Eu pretendo é ME realizar nessa fase dos 30.

10. Você já realizou muitos sonhos?

🙂 – Sim, alguns. Mas tenho certeza que não fui eu que os realizei. Sinto o cuidado de Deus em muitos momentos da minha vida até aqui, e sei que Ele também está cuidando dos sonhos que tenho pela frente. Descanso nisso.

11. Qual é a loucura que você gostaria de fazer ainda aos 30 anos?

🙂 – Eu acho que já fiz! Foi jogar tudo para o alto, arrumar as malas, e vir rumo ao desconhecido junto com o amor da minha vida. Tem sido uma aventura mesmo desbravar esse Canadá, mas foi sem dúvida nossa loucura mais acertada.

12. Aos 30 anos, qual é o seu maior medo?

😦 – Não posso escrever, porque sinto que é como dar vazão a ele. Juro que não tenho TOC, mas a ideia de publicar meu maior medo me incomoda.

13. Deixe uma mensagem/recado para quem vai fazer 30 anos.

🙂 – Se joga! O melhor da vida ainda está por vir!

 

Acho que peguei Homesickness

Homesick

De acordo com a Wikipédia, a homesickness consiste no sofrimento causado por se estar longe de casa, sendo caracterizada por pensamentos de preocupação com o lar e tudo o que está relacionado a ele. E seus principais efeitos seriam a combinação de sintomas depressivos e ansiosos, comportamento recluso e dificuldade de manter o foco em outros temas que não o lar. É conhecida como a “doença do imigrante” e, em suma, pode ser traduzida como a saudade de casa.

Acredito que existam vários níveis e estágios para esse estado emocional, então cada pessoa acaba sentindo de uma forma, talvez uns bem mais intensamente do que outros. Como não tenho base para falar sobre o tema de forma generalizada, vou relatar um pouco da minha experiência com esse turbilhão de emoções que me atingiu, já faz alguns meses, e hoje entendo claramente que foi devido a uma homesick bem chata, mas nada desesperadora, no meu caso.

Completei um ano morando aqui no Canadá em 27 de agosto. Cheguei até a programar uma série de posts especiais para compartilhar um pouco da minha perspectiva sobre a vida neste país, mas me encontrei em meio a um desânimo tão grande que não consegui escrever sobre nenhum dos assuntos que tinha separado. Aliás, deixei muita coisa de lado nesse período. Por via das dúvidas, todas as anotações foram salvas e talvez eu volte a elas no futuro, mas ainda não tão agora.

Acontece que eu estou gostando muito de viver aqui. De verdade! Me sinto tranquila na maior parte do tempo, então demorei um pouco para discernir o que estava se passando dentro de mim e há quanto tempo eu poderia atribuir isso a tal da homesick e não a uma simples ansiedade.

Comecei a desconfiar quando me vi em pleno verão, período onde a cidade fica mais incrível, sem muita vontade de “aproveitar a vida”. Eu não me sinto mais turista aqui, mas também ainda não me sinto parte do lugar, e esse sentimento de “não pertencer” se fez tão forte em alguns momentos que a saudade veio diferente nos últimos meses, acho que doeu um pouco mais do que deveria. Aproveitei como pude, e não me privei de alguns passeios, mas no meu mundo interior me incomodava o fato de a praia não ser a mesma, o calor das pessoas ser diferente, a comida não ser tão saborosa, e por aí vai.

Em alguns momentos, me vi achando tudo um pouco sem graça, e até características locais que eu admirei assim que cheguei, por vezes, me tiravam a paciência. Cheguei ao ponto de me pegar pensando: “Ah…. no Brasil seria diferente”, ou: “brasileiros são tão melhores nisso”. E, de fato temos pontos positivos no Brasil, culturalmente falando, que ao meu ver nos fazem melhores em muitos aspectos, mas não é uma comparação justa. Tanto não o é, que me encontrando nesse estado de homesick, comecei a sentir falta de coisas com as quais nem me importava quando estava no Brasil. Sendo este o estopim para eu refletir sobre todos esses sentimentos que estavam me deixando “para baixo” e perceber que me deixei dominar por uma emocionalidade desencadeada pela saudade por estar longe de casa.

Quando olhamos para o mundo em que estamos inseridos através da névoa de nossas próprias emoções tudo irá parecer distorcido. É nesse momento que devemos confrontar nossa própria realidade, e assim tentar olhar ao redor com clareza, dissipando as interferências causadas pelas emoções através de uma análise mais racional. Estou aqui falando da homesick, mas esse conselho serve para qualquer outra emoção que nos tire dos eixos.

Deixar-se dominar por esse tipo de emocionalidade, é perder a oportunidade de viver o hoje e de apreciar os pontos positivos de uma experiência que pode ser incrível. A partir desse entendimento é que passei a tentar me afastar dos pensamentos que me colocavam no olho desse furacão. Não é fácil, principalmente quando se está longe de quem ama e de tudo o que é familiar, mas lembrar com clareza dos próprios objetivos e exercitar a gratidão pelas coisas mais simples, vai aos poucos dissipando os pensamentos negativos.

Não é fácil se sentir encaixado em uma nova cultura, mas sem dúvida alguma é o tipo de experiência que muda nossas perspectivas e quebra muitos paradigmas dentro de nós. Sempre haverão pontos negativos e perdas em qualquer escolha que se faça nessa vida, mas só o enfrentamento muda quem somos.

Se estou curada? Não poderia dizer com certeza. Acho que este é um sentimento que vai e vem, sendo algumas vezes de forma leve e outras bem mais forte. Por hora, estou animada para o inverno, mais do que estive para o ultimo verão. E apesar de ser um contra-senso*, estou achando muito bom.

Grande Bjo,

Mari Marques.

 

*PS: Descobri que o certo seria “contrassenso”, de acordo com o Acordo Ortográfico de 2009, mas não sei porque me soa estranho, então uso “contra-senso” mesmo. Mas fica registrada a retificação. rs

My Champion – Alter Bridge

Rock am Ring

Hoje, para fechar a semana, quero compartilhar uma canção que meu marido me apresentou já há alguns meses e vira e mexe escuto para dar um up na motivação. Brinco dizendo que ele é meu DJ pessoal, porque está sempre me apresentando à boas músicas.

Todos nós passamos por alguns momentos que parecem mais difíceis do que deveriam… E são essas situações que nos trazem os maiores aprendizados e nos fazem desafiar nossos próprios limites. Mas as vezes, precisamos de alguém para nos lembrar que somos capazes, seja com uma palavra, um texto ou mesmo uma canção como essa.

A música a que me refiro é My Champion, encontrada no álbum “The Last Hero” da banda Alter Bridge. Dedico a letra dela a vocês, e caso queiram ouvi-la (o que também aconselho) segue o link para acessá-la no Youtube: aqui.

Meu CampeãoMy Champion

Que esta seja sua canção de vitória – May this be your victory song
Uma canção para quando eu me for – A song for you when I am gone
Lembrando você daquilo que você é – Reminding you of what you’re meant to be
Um presente para te trazer clareza – A gift to bring you clarity
Para te mostrar que o seu destino – To show you that your destiny
Não é definido pelo que você falhou em ver – Is not defined by what you’ve failed to see
Não – No

Que isto levante você – May this lift you up
Quando você sentir que cairá novamente – When you feel you’ll fall again
Que não pode vencer, nãoYou cannot win, no
Espero que essas palavras sejam suficientesHope these words are enough
Para você ser forte, meu amigoFor you to be strong, my friend

As vezes você cai antes de se levantar – Sometimes you fall before you rise
As vezes você perde tudo para encontrarSometimes you lose it all to find
Você deve continuar lutandoYou’ve gotta keep fighting
E voltar novamenteAnd get back up again
Meu campeãoMy champion
Oh, meu campeãoOh, my champion

Você perdeu tantas vezes e isso dói – You’ve lost so many times it hurts
Mas fracassos são lições aprendidasBut failures made are lessons learned
Porque ao final o que você é significará muito maisCause in the end what you are will be much more
Do que você foiThan you were

Que isto te levante – May this lift you up
Quando você sentir que cairá novamenteWhen you feel you’ll fall again
Que você não pode vencerYou cannot win
Espero que essas palavras sejam suficientesHope these words are enough
Para você ser forte, meu amigoFor you to be strong, my friend

As vezes você cai antes de se levantar – Sometimes you fall before you rise
As vezes você perde tudo para encontrarSometimes you lose it all to find
Você deve continuar lutandoYou’ve gotta keep fighting
E voltar novamenteAnd get back up again
Meu campeãoMy champion

Nunca fuja – Don’t ever run away
Por cada medo que você enfrentaFor every fear you face
Você irá sobreviver e ser muito maisYou will survive and be much more
Do que você foiThan you were

As vezes você cai antes de se levantar – Sometimes you fall before you rise
As vezes você perde tudo para encontrarSometimes you lose it all to find
Você deve continuar lutandoYou’ve gotta keep fighting
E voltar novamenteAnd get back up again
O mundo vai tentar e te derrubarThe world’s gonna try and knock you out
Basta escolher-se quando você cairJust pick yourself up when you go down
Você deve continuar lutandoYou’ve gotta keep fighting
E voltar novamenteAnd get back up again
Meu campeãoMy champion
Oh, meu campeãoOh, my champion
Meu campeãoMy champion
Meu campeãoMy champion

E vocês aí do outro lado? Qual ou quais músicas têm ouvido para se auto motivarem? Deixem as sugestões nos comentários. 😉

Grande Bjo,

Mari Marques.

 

*Tradução: livre.

*Imagem: Google imagens.