Academia no Canadá. Malhando sem treinador.

weights-2617746_1920

Posso não ser muito ativa nas redes sociais, mas quem também segue o blog pelo Instagram ou Facebook, deve ter visto que há algum tempo comentei sobre meu processo de reeducação por uma vida mais saudável. Então, já que hoje é segunda feira, o dia internacional das mudanças de hábito, resolvi “bater um papo” aqui sobre academia, para ver se vocês também se animam a embarcar nessa.

Comecei com a alimentação, tentando fazer escolhas melhores, apesar de ainda não ser tão fácil conter as escorregadas (mas tento lidar com isso sem culpa). E, com o tempo, fui sentindo a necessidade de também praticar alguma atividade física. Inicialmente tentei fazer exercícios em casa mesmo através do app MadBarz, que estava gostando muito de usar, por dar ênfase a exercícios calistênicos de street workout. Mesmo assim, era muito difícil me manter motivada sem ter de sair de casa, então acabei me matriculando em uma academia. Já adianto que foi uma das minhas decisões mais acertadas, já que o exercício tem me ajudado até a controlar meus dias de ansiedade.

Acontece que aqui no Canadá não é obrigatório que haja um profissional de educação física supervisionando as pessoas na academia. Onde eu malho, até tem alguém disponível para tirarmos dúvidas pontuais, sobre um equipamento ou outro, por exemplo, mas essa pessoa não vai mostrar a execução do exercício, dizer quando alguma atividade está sendo feita de forma errada e muito menos montar uma série para você, como ocorre quando começamos em uma gym no Brasil. Para quem deseja esse tipo de assistência, é necessário contratar um personal trainer, que é bem carinho por aqui… Luxo que meu status de imigrante ainda não permite (e também quase nunca vejo alguém utilizando esse serviço… acredito que as pessoas os contratem apenas quando não têm nenhuma noção de por onde começar ou quando já estão se exercitando há bastante tempo e possuem objetivos mais específicos, que só um profissional pode mesmo direcionar).

Enfim… minha sorte é que como meu marido praticou esporte durante toda sua vida, ele acabou acumulando algum conhecimento, e me ajudou muito nesse início, adaptando minha série (que trouxe do Brasil), vendo se eu estava executando corretamente os exercícios, etc. Mas eu ainda sentia falta de algum respaldo e, por isso comecei a procurar aplicativos específicos para academia.

A princípio eu usava os aplicativos GymOn e FitNotes em conjunto, mas apesar de eles se complementarem, eu ainda continuava procurando por um app que se bastasse nas funções e tivesse uma gama de exercícios maiores, como o que eu mencionei mais acima, que utilizava para exercícios em casa. Acabei encontrando o BodySpace e parei nele, sendo o que estou usando agora.

O aplicativo conta com uma plataforma online que você pode acessar também pelo computador, onde é possível encontrar séries de exercícios elaboradas para diferentes objetivos ou montar sua própria série, acompanhar a evolução dos treinos, interagir com outros usuários e várias outras funções que ainda estou descobrindo. Sem contar que os exercícios são acompanhados de vídeos mostrando a forma correta de execução, o que dá alguma segurança, principalmente se você tiver alguém para olhar por você.

No início achei um pouco confuso de usar, mas depois que peguei o jeito, se tornou um dos meus aplicativos favoritos. Até porque, semanalmente você recebe um e-mail de incentivo do aplicativo, mostrando sua evolução naquela semana. Além disso, quando você acessa pelo site, pode encontrar vários artigos muito úteis tanto para quem está começando como para quem já malha há mais tempo.

O que pode ser considerado uma desvantagem é que o aplicativo é todo em inglês, porém não acho que isso impeça de aproveitar as vantagens do aplicativo, mesmo sem o domínio do idioma.

E você que está me lendo? Já conhecia este aplicativo ou tem algum outro para indicar? Compartilhe aqui nos comentários! 😉

Grande Bjo,

Mari Marques.

Anúncios

O mundo desabando e eu blogando

Velhas Notícias Novas

Minha mãe é uma mulher altamente politizada. Não apenas isso, ela tem convicções fortes e opinião sobre praticamente tudo. Sempre “curti” isso e gosto muito de saber o que ela pensa. Coincidentemente, meu marido, como bom analista do mercado financeiro, campo de estudo que ele ama e escolheu seguir, está sempre antenado ao que está acontecendo, seja no Brasil, aqui no Canadá ou lá na “Conchinchina”… e nunca acredita na primeira notícia que ouve, tendo uma certa “necessidade” de averiguar. Nem preciso dizer que ele também sempre tem opiniões fortes para quase tudo, as quais eu também gosto de saber.

Admiro os dois por isso. Imensamente. Considero fantástica essa capacidade de receber as informações e filtrar de acordo com os próprios conhecimentos, chegando a posicionamentos próprios, sem que ninguém seja capaz de induzir.

Mas cada um é de um jeito, concordam? Eu já caí no erro de querer ler e ouvir tudo que aparecia na minha frente, apenas para ter base nas nossas conversas. Só que com o tempo, fui percebendo o quanto certas notícias me deixam angustiada. O mundo está podre. A realidade humana é podre. E por mais que eu me inteire amplamente a respeito de alguma situação ruim, dificilmente haverá algo que eu possa fazer a respeito, o que torna minha angústia pior.

Recentemente li uma citação do C.S. Lewis nesse sentido, no livro “Surpreendido pela Alegria”, dizendo o seguinte: “Não leio jornais. Ler, sem ter um profundo conhecimento político e econômico, relatos sobre a política e a economia que chegam distorcidos às redações, e saem distorcidos mais ainda por eles mesmos, além de redigidos com todo elogio e gratidão pelos anunciantes; e tentar gravar aquilo que será contradito no dia seguinte; temer e esperar intensamente com base em indícios inconsistentes – tudo isso é seguramente um mal emprego da mente.”

E ele continua dizendo: “Passado um tempo, a maioria dessas informações terá perdido toda a importância. A maior parte do que estiver gravado na memória precisará, portanto, ser desaprendido. E o leitor terá adquirido um gosto incurável pela vulgaridade e o sensacionalismo, e o hábito fatal de voar de parágrafo a parágrafo para ver que uma atriz se divorciou na Califórnia, um trem descarrilou na França e quadrigêmeos nasceram na Nova Zelândia.”

Assim, diante das atuais reviravoltas em nosso país, tomei essa decisão… ouço apenas a opinião daqueles em quem confio e sei que têm base suficiente para emiti-las, mas parei de acompanhar os noticiários e tentar falar sobre o que não tenho como ter certeza apenas com a minha bagagem de conhecimento. Antes disso, melhor me ater à boa literatura e me aprofundar em assuntos que irão contribuir para que eu construa meu próprio senso crítico e desenvolva melhor minha sensibilidade, para não acreditar em qualquer coisa que falam por aí.

E isso não é uma bandeira em prol da alienação. Longe disso. Trata-se apenas de uma opção pessoal para manter meu equilíbrio de espírito, já que não importa em qual canto do mundo eu esteja, o Brasil sempre será meu lar e o que acontece de ruim por lá não apenas me preocupa como também machuca.

Sem contar que nessa nova “onda” estabelecida pelas redes sociais, onde todos se intitulam conscientes e entendidos nos mais variados assuntos, sem sequer terem folheado um livro sobre o tema ou mesmo tido contato com a boa filosofia ou ciência política , confesso que certos tópicos têm me cansado bastante, dada a superficialidade com que são tratados hoje em dia. E se não nos policiarmos, também embarcamos nessa de acharmos que somos bem informados, pelo simples fato de conseguirmos reproduzir informação, que sabe-se lá de onde surgiu.

Então, mais uma vez, não entenda isso como uma incitação à passividade. Nunca faria isso. Então, se está ao seu alcance mudar alguma coisa, seja no seu universo ou coletivamente, por favor, faça o que deve ser feito. Acontece que, infelizmente, hoje eu não tenho conhecimento suficiente para discutir certos temas e tentar conscientizar alguém sobre eles, por mais que no meu íntimo eu consiga identificar um monte de gente falado asneira. Aí lembro de uma citação que ouvi no um mês em que tentei fazer yoga, que era um dos princípios de algum mestre indiano que eu não lembro o nome, no sentido que devemos mudar o que pode ser mudado e aceitar o que não pode, pois “Quanto maior a tranquilidade da mente, maior o discernimento para distinguir entre as duas”.

Por essas e outras, é que pode cair o mundo, eu prefiro seguir aqui blogando… Se é a melhor forma de encarar a realidade, realmente não sei, mas definitivamente é um ótimo jeito de preservar o espírito e manter clareza diante do que ainda virá pela frente. 😉

Grande Bjo,

Mari Marques.

Victoria Day – O feriado da Rainha inglesa no Canadá.

Victoria Day

Olá!

Feriado é sempre tão bom que resolvi até fazer um post só sobre o de hoje que temos aqui no Canadá. Acontece que, toda segunda feira que antecede o dia 25 de maio, nestas terras geladas, que muito têm me acolhido, é celebrado o Victoria Day, em homenagem ao aniversário da Rainha Victória.

Sim…. uma rainha do Reino Unido tem feriado em sua homenagem por aqui, apesar de o Canadá não ser mais uma colônia britânica há mais de 100 anos.

Longe de mim reclamar de um feriado, mas acho interessante essa influência inglesa que existe no Canadá. Talvez eu estranhe porque no Brasil, nosso rompimento com a coroa portuguesa foi de certa forma traumático, então não faria sentido termos um dia para celebrarmos a família real que tanto nos explorou.

Mas por aqui a coisa é bem diferente… percebo até uma certa devoção aos monarcas britânicos. E pela minha breve e superficial pesquisa, parece que isso é meio comum em outras colônias inglesas também.

Acontece que o Canadá não chegou a romper totalmente com a coroa, tendo de suportar o controle britânico sobre seu Ministério das Relações Exteriores durante mais de 64 anos após sua independência, que se deu em 1867. E mesmo depois disso, ainda faz parte do Commonwealth of Nations (Comunidades das Nações), sendo a atual Rainha britânica a cabeça do Estado. E a Rainha Victoria, cujo aniversário se comemora hoje por aqui, é considerada para o canadenses como a “mãe da Confederação”, daí sua importância para o “The Great White North”, jeito carinhoso de se referir ao Canadá.

A disposição política canadense ainda me deixa bem confusa, então não saberia explicar nem se tentasse, até porque também não entendendo bem. O simples fato de se reportarem à coroa britânica, sendo ao mesmo tempo considerados um país livre, dá um nó na minha cabeça. Mas vale a curiosidade, que considero interessante a título de cultura geral. 🙂

Ah… vale mencionar que o Victoria Day, o qual tem sido celebrado mesmo antes de o Canadá se tornar um país, também representa, informalmente, o início do verão. E não é que já está parecendo verão mesmo?!

Hoje em dia, as celebrações canadenses desse feriado contam com o hasteamento da Royal Union Flag em todos os prédios governamentais, aeroportos, bases militares e outras propriedades da Coroa por todo o país. Além disso, nas capitais de cada província faz-se uma saudação armada com 21 tiros. Em Ottawa, que é a capital nacional, isso se dá precisamente ao meio-dia.

Além disso, aqui na província de British Columbia é realizado um dos mais conhecidos desfiles, que acontece justamente na cidade de Victoria.

Abaixo compartilho algumas imagens da celebração deste dia ao redor do Canadá:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Tá vendo?! Este blog também é cultura! rsrs

Vou me despedindo, pois aqui ainda é início da tarde e pretendo curtir o restante deste feriado que realmente trouxe o sol… 🙂

Grande Bjo,

Mari Marques.

 

*Imagens: Google.

*Fonte: Descubra o Canadá; Wikipedia; Oi Canadá; e outras que esqueci de anotar.

Sobre a minha Mãe – Especial Dia das Mães

Especial Dia das Mães

Este é o primeiro Dia das Mães que passo longe dela. E meu coração está aqui apertado, porque saudade é uma coisa que a gente não vê, mas pode doer muito.

Eu nunca fui de muitos amigos e sempre tive um lado meio introspectivo que me afastava dos grandes círculos sociais ou de amizades mais intimistas. Mudei muito, me forçando a novas experiências, mas ainda conservo bastante dessa característica, de modo que são pouquíssimas as pessoas que podem dizer me conhecer de verdade. Mas nenhuma delas jamais me conhecerá como a minha mãe.

Nosso vínculo sempre foi tão forte e eu reconheço tanto dela dentro de mim, que não estar perto em dias como os de hoje chega a ser muito dolorido. Talvez por eu conseguir sentir a dor da saudade que ela também deve estar sentindo.

Se eu pudesse definir minha mãe em uma palavra, o que é impossível, eu ficaria entre “fé” e “sonhos”. Porque foi ela quem me ensinou a acreditar até no que eu não vejo, e a ir atrás do que sonho profundamente, mesmo que todos a minha volta digam que é loucura. Aliás, ela sempre fez questão de nos lembrar o quão ruim pode ser se não lutarmos por aquilo que queima dentro de nós (mesmo que não se saiba exatamente o que é, sendo melhor correr o risco de descobrir).

Se não fosse por ela, tenho certeza que jamais teria a coragem suficiente para atravessar um continente inteiro atrás de um sonho. É ela quem me faz acreditar que sou capaz de realizar, mesmo que as condições diante de mim digam o contrário.

Obrigada mãe… por tudo o que você é e por tudo o que me ensina a ser!

 

Mãe

 

Te Amo!

Para a minha mãe….

Grande Bjo, da sua Nina