Dia 4 – 30 Day Blog Challenge

Diário Blog Challenge

São tantas pessoas as quais eu poderia dizer que me inspiram, por diferentes motivos e em diferentes momentos também. Muitas delas não são conhecidas, fazem parte apenas do meu universo, mas conseguem me inspirar ao ponto de me fazerem rever alguns conceitos, e extrair coisas boas de mim. Poderia falar da minha família, marido (que é minha família também), amigos, histórias que eu ouvi e deixaram algum ensinamento… mas para este post em especial, escolhi falar de uma referência da Literatura que, por sinal, é minha autora favorita: Jane Austen.

Meu interesse pela autora começou com o remake do filme “Orgulho e Preconceito”, de 2005, baseado em sua obra homônima. E Jane Austen ganhou minha total admiração após também assistir “Becoming Jane”, em português intitulado “Amor e Inocência”, um filme biográfico baseado em sua trajetória na Literatura. De lá para cá, consumo tudo o que possa ser remotamente associado à obra da autora, mas definitivamente nada se compara aos seus livros.

Quando tive a oportunidade de ler “Orgulho e Preconceito”, mesmo que traduzido em português, não tive dúvidas quanto ao magnetismo que a obra de Austen exerce sobre mim. Seus livros são extensos e com uma leitura que pode ser considerada não das mais fáceis, devido ao vocabulário antigo e rebuscado, porém é impossível desgrudar de suas páginas. E, ao contrário do que se possa auferir pelos filmes e produções baseados na obra da autora, seus livros não são nem de longe meros romances. Com muita leveza, bom humor e toques de ironia carregados de uma sutileza ímpar, Jane Austen consegue trazer à sua obra críticas sociais importantíssimas para a época, além de questionar a posição da mulher na sociedade de uma forma que, ao meu ver, não agredia os valores impostos para sua geração, mas ao mesmo tempo trazia reflexões pertinentes para a mulher do sue tempo. Penso que é preciso altas doses de brilhantismo para conseguir esse equilíbrio.

No entanto, o porquê de Jane Austen ser capaz de me inspirar vem de sua história de vida e da forma como encarou os obstáculos ao longo de sua trajetória. É claro que toda minha percepção a respeito é primariamente baseada no filme biográfico que mencionei acima, e deixo como sugestão. Porém, com base em tudo que já li sobre a autora após isso, acredito que, apesar de bastante romantizado, o filme consegue ser bem fiel à realidade dos fatos.

Nascida em uma época onde a única forma de realização feminina era por meio do casamento, Jane Austen nunca se casou. E apesar de ter recebido recusas para a publicação de suas obras, chegando até ser mal vista no meio editorial daquele tempo, seus trabalhos são considerados clássicos da literatura  inglesa.

Outra característica interessante, e que realmente me inspira em Austen, é que como toda mulher daquela época, sua vida era restrita ao meio familiar, mas isso não foi capaz de limitar sua visão de mundo, tampouco o senso crítico da autora. Muito pelo contrário, através da análise e observação do que havia a sua volta, desenvolveu um olhar sensível e tão profundo que é impossível não notar em suas personagens.

Assim, o que tiro de inspiração para a minha vida através da biografia de Jane Austen, é que não importa onde eu esteja, sejam lugares ou circunstâncias, e muito menos se terei poucas ferramentas ao meu alcance; pois no final das contas o que me fará relevante no que me proponho não é o que eu tenho ou onde estou, mas como me posicionarei com relação a tudo isso.

Agora, me diga você se também não acha essa autora inspiradora?!

Jane Austen

Todos os retratos que se tem de Jane Austen, inclusive este, são baseados em uma única ilustração feita por sua irmã Cassandra, e existem relatos de que a mesma não corresponde à realidade.

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Aquele que é o outro – Primeira Reflexão

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“Somente aquele que é o outro, nos mostra como verdadeiramente somos.”

Sou meio cinéfila, e costumo anotar as falas de filmes quando acho muito interessantes. Foi o que aconteceu com a citação aí de cima… ouvi essa frase em um filme já faz algum tempo, mas nunca me esqueci dela. Aliás, vira e mexe lembro desse pensamento (só não lembro do autor, mas o filme é Amor à segunda vista).

O “outro” é uma figura que paira no meu inconsciente acho que desde sempre, como se fosse uma nuvem bem chata, e que constantemente ameaça fazer chover. Apesar disso, não faz muito tempo que parei para refletir sobre esse “personagem” e nas implicações que traz para a minha vida.

Segundo Sartre, “o outro é, por princípio, aquele que me olha”, e a sensação de ser observada de fato me incomoda muitíssimo. Mais do que isso, o possível pensamento de quem pode estar observando me assusta… loucura isso, né?! Claro que é!

Acontece que sempre justifiquei esse tipo de sentimento e os comportamentos que vem com ele (vergonha de falar em público, medo de reclamar, o nervosismo com o novo) como sendo fruto de uma timidez. Porém, creio que seja um pouco mais complexo… hoje, penso que tudo isso tenha mais a ver com uma certa necessidade de aceitação…de ser aceita pelo outro, seja ele quem for.

A partir do momento que percebi isso e o quanto essa influência pode ser nociva em alguns aspectos, venho tentando me desvencilhar desse “olhar do outro”, mas não é uma tarefa fácil… até porque, há momentos em que a opinião desse “outro” pode sim ser benéfica, levando a uma autocrítica positiva, e até fazendo perceber um erro ou atitude equivocada.

De qualquer forma, voltando à citação em destaque, vale se perguntar: até que ponto o outro pode ser capaz dizer quem somos?

Bom… quando o outro está ao nosso lado, compartilhando nossos dias, alegrias e angústias, é justo dizer que ele será capaz de perceber muitas coisas que nos passam despercebidas sobre nós mesmos. E é essa uma situação que pode levar a uma autocrítica bem construtiva.

A forma como reagimos ao outro, seja ele quem for, também é capaz de dizer muito sobre nós. E nesse sentido, cabe a cada um se policiar para não permitir que esse outro dite nossas posições e reações.

Tanto na primeira como na segunda situação, existe o confronto e logo depois a escolha. Quando o outro que está ao seu lado te confronta, você é capaz de reconhecer as razões dele e, sendo justas, pode decidir mudar ou, caso não sejam, pode fazê-lo enxergar a partir de sua perspectiva. Em qualquer dos casos haverá crescimento nessa relação.

Quando confrontado pelo “outro provocador”, lá na segunda hipótese, você pode escolher não aceitar a provocação e adotar uma posição que reflita suas convicções, mostrando não apenas quem você é, mas quem você quer ser.

Agora… o que mais me intriga, é aquele outro “desconhecido” e o poder desconcertante que ele tem. E, para mim, esse é o mais difícil de lidar.

Como lidar com a crítica ou opinião daquele que não sabe o peso dos seus passos?  O quanto de verdade pode haver nesses “julgamentos”? E até onde isso pode refletir quem de fato você é?

Pior… e se esse “outro” julgador não for um completo desconhecido, apesar de não estar próximo de você? Há de ser considerado?

Realmente não sei… mas creio que o melhor seria encontrar uma forma de não permitir que esse tipo de interferência externa afete a nossa estabilidade interior. Talvez um belo “dar de ombros” seja o melhor caminho.

A verdade é que preciso refletir muito ainda.. mais do que eu gostaria, então este post terá uma continuação. Espero chegar a conclusões válidas.

Até lá, gostaria muito de saber as opiniões de quem passar por aqui.

Mari Marques.

Transformando o interior para consertar o que está por fora!

contemplando o horizonte

Chega um momento na vida em que temos de dizer um basta a nós mesmos. Um basta a tudo o que nos incomoda, mas nunca nos posicionamos para mudar, e também a todas aquelas procrastinações que atrapalham nossa evolução. É muito fácil e cômodo reclamarmos das circunstâncias e daquilo que parece nunca acontecer, ao invés de assumirmos as responsabilidades pelo “fracasso”.

Eu, particularmente, sinto que cheguei em um momento da vida onde não há mais espaço para “lamúrias” (e tenho sido muito adepta a elas até aqui). São muitas “coisinhas” em mim que me incomodam faz um tempo, e vão virando reclamações, desculpas, frustrações, dentre outros sentimentos bem nocivos para a felicidade.

Um ponto que tem me incomodado muito ultimamente, é o tipo de dona de casa que me tornei. Longe dos padrões machistas desse significado (porque nem toda mulher tem de ser uma boa dona de casa para ser uma boa mulher), mas para quem sempre sonhou em ter a própria casa e ficava “viajando” em sites de decoração, imaginando aquela casinha linda onde tudo funciona, acho que não tenho feito um bom trabalho. Pelo menos, não um “trabalho” do qual eu me orgulhe.

E ao começar a refletir sobre isso, vai ficando nítido que outras coisas também não vêm funcionando do jeito que eu gostaria. Até porque, quando se tem uma rotina tão pouco organizada, dar conta das tantas áreas diferentes da vida é mais do que um desafio, é missão quase que impossível. Já me aconteceu de ficar feliz por um dia em ter deixado a casa do jeito que eu queria, mas logo em seguida me sentir frustrada por não ter tido a noite romântica e especial que havia idealizado, por não ter dado sequência a um ritmo de treinos, ou mesmo por não ter concluído a leitura de um livro que venho procrastinando há meses (e já são mais de um). A propósito, a forma como lido com certas frustrações também me incomodam bastante, porque emoção nenhuma deve ditar posturas.

Buscando inspirações sobre as mudanças que acho necessárias realizar hoje, me deparei com os mais diversos conteúdos, seja em sites, blogs ou canais do youtube, mas no momento de pensar em realizar, também me peguei pensando: “eu nunca vou conseguir fazer isso”, ou “eu nunca vou conseguir ser assim”. E percebi, que parte desse sentimento veio pelo fato de a internet apresentar tantas “vidas perfeitas” que fica difícil para um “mero mortal” se enxergar nesse papel (parte também tem a ver com a bendita da autoestima, que oscila bastante, eu admito). Então, resolvi iniciar este blog, a princípio meio que como uma forma de autoanálise, mas principalmente para compartilhar minhas experiências reais, com mulheres reais que também sentem dificuldade em iniciar mudanças.

Por fim, deixo claro que este blog é uma tentativa de registrar mudanças possíveis. Não tenho pretensão alguma de me tornar uma mega dona de casa, uma musa fitness, ou de ser tão sábia e sensual a ponto de me pagarem para dar conselhos…. Aqui, escrevendo para quem quer que esteja lendo, apresento uma mulher que ainda se sente uma menina na maioria das vezes… meio sem jeito para algumas (ou muitas) coisas, meio destemperada no tocante às emoções e até um pouco preguiçosa em certos momentos. Mas, em contrapartida, alguém que está mais perto de saber o que quer, e resolveu mudar o que sabe que está errado. Porque não importa o tempo que se esteja vivendo, o amanhã vai ser fruto do que se planta hoje… então, plantemos!

 Mari Marques.eu

*Imagem: Google.