Diário Fitness #2: Sozinha na academia.

academia

Aqui no Canadá praticamente tudo funciona com base na filosofia do “faça você mesmo”. E apesar de eu acreditar que isso tem muitos pontos positivos, não sei bem até onde é benéfico em certas áreas que requerem algum nível de conhecimento,  como é o caso das academias.

Como já comentei em um post anterior, nas academias canadenses dificilmente encontramos um professor/instrutor para fazer uma avaliação e passar uma série específica para cada necessidade. E caso encontre (o que é realmente muito raro), esse profissional não irá ficar andando pela academia para observar quem está fazendo o exercício certo ou errado. Havendo essa necessidade, é preciso pagar por um serviço que é muito muito muito caro mesmo. Caso contrário, malhar no Canadá é na base do “cada um por si e boa sorte”.

Isso é uma coisa que me deixa muito insegura, mas aos poucos vamos nos habituando. Além disso, como é totalmente inviável eu pensar em gastar o que se cobra por uma supervisão esportiva nesse momento, acabei encontrando alguns aplicativos que trazem essa função de “treinador” e tenho meu marido, que vai comigo, e sempre dá uma olhada para ver se estou fazendo exatamente como nos vídeos. Pelo que observo, acho que a maioria das pessoas por aqui também fazem assim. rs

Como, por hora, estou treinando especificamente para correr 10km no final de abril, procurei na internet por treinos de musculação para corredores. De todos os que encontrei, escolhi adotar o disponibilizado no site Eu Corredor de Rua, que parece trabalhar todos os grupos musculares.

Comecei na semana passada e tenho sentido muita dificuldade de completar os treinos, A e B, por serem muito longos (já que eu adicionei aeróbico). Então estou pegando todos os exercícios elencados lá e começando a dividir em 3 dias (A, B e C), para ficarem mais curtos. Completadas essas duas semanas iniciais, cheguei à conclusão de que não consigo ficar mais de 1 hora e poucos minutos na academia… Começo a não conseguir fazer mais os exercícios, e me pego pulando as séries, o que não é muito legal para conseguir o resultado que se deseja.

Então, a partir da semana que vem, meu treino vai ficar como no plano abaixo. Sendo que, vou tentar ir na academia pelo menos quatro vezes na semana, dividindo em A, B, A, C. Deu para entender, não é?! E vou tentando aumentar a distância na esteira gradualmente. Por enquanto, tenho corrido só uns 2km por vez, mais para frente, talvez eu tenha de reservar um dia ou dois só para o treino de corrida.

Treino A: Elliptical (15 min) – Thigh Adductor (3×12) – Thigh Abductor (3×12) – Seated Leg Curl (3×12) – Leg Extensions (3 x to failure) – Seated Leg Press (3×15) – Calf Press On The Leg Press Machine (3×12) – One-Legged Cable Kickback (3×12) – 3/4 Sit-Up (3×20) – Bicycling (25 min)

Treino B: Step Mill (15 min) – Wide-Grip Lat Pulldown (3×12) – Seated Cable Rows (3×12) – Butterfly (3×12) – Side Lateral Raise (3×12) – Dumbbell Shoulder Press (3×12) – Alternate Hammer Curl (3×12) – Butt Lift/Bridge (3×12) – Ab Crunch Machine (3×20)- Treadmill (25 min)

Treino C: Step Mill (15 min) – Close-Grip Front Lat Pulldown (3×12) – Seated Cable Rows (3×12) – Dumbbell Alternate Bicep Curl (3×12) – Front Dumbbell Raise (3×12) – Upright Cable Row (3×12) – Triceps Pushdown/Rope Attachment (3×12) – Butt Lift/Bridge (3×12) – Ab Crunch Machine (3×20)- Treadmill (25 min)

Ah…. Esqueci de comentar que o aplicativo que eu uso é todo em inglês, então tive de pesquisar exercício por exercício para conseguir traduzir e encontrar no app. Deu O trabalho… Já começa por aí o nível da força de vontade. rs

Por fim, preciso dizer que está sendo um processo de tentativa e erro, então só saberei mesmo o que estou fazendo de certo no futuro. Porém, tenho pensado bastante  que, passando essa empolgação de treinar para a corrida, se eu conseguir deslanchar nesse ritmo de praticar exercícios com regularidade, vou começar a procurar uma assessoria, mesmo que remota, pois já estou sentindo muita falta de ter alguém para tirar dúvidas.

PS1: Fechei meu peso essa semana ainda em 67 Kgs. Fiquei um pouco frustrado com isso, mas não me surpreendeu, porque ainda está difícil segurar algumas jacadas. 😥

PS2: O aplicativo que estou usando é o BodySpace. Ele também funciona como uma espécie de rede social fitness. Ainda apanho um pouco para usá-lo, mas estou achando bem legal.

PS3: Estou compartilhando o que tenho feito aqui, apenas a nível de registro. Não aconselho ninguém a copiar o que outras pessoas fazem. É fundamental ter acompanhamento profissional na prática de qualquer atividade física, principalmente quem não está acostumado. 😉

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Um texto sobre inconstâncias.

constância

Assim que o ano virou, comprei um planner que prometia ajudar a me manter focada, a fim de tornar o meu 2018 mais produtivo. Até que tem ajudado. Tanto que, de certa forma, me fez refletir sobre alguns padrões que sempre repito.

Logo no primeiro mês, lá em janeiro, a proposta trazida pela desenvolvedora do planner foi encorajar que, ao invés de estabelecer metas a serem cumpridas, o leitor escolhesse uma única palavra sobre a qual se desejasse pautar todos os próximos 12 meses. A ideia é que a palavra tenha um significado pessoal suficiente para inspirar todo o comportamento durante o ano.

Achei a proposta genial, e nem precisei pensar muito. Creio que em algum nível todos sabemos o que fazemos ou não de errado. Assim, minha palavra escolhida foi constância.

Parei para refletir em tudo o que já iniciei de algum forma e acabei deixando de lado após alguns meses,  semanas ou até mesmo dias. Cheguei à conclusão de que se tivesse levado qualquer um dos meus antigos “starts” com constância, à essa altura poderia ser uma grande pianista, uma talentosa pintora, uma karateca medalhista ou até uma musa fitness… Quem sabe?! rs

Não que eu me corroa em remorso, achando que teria feito grande diferença no meu presente ter realizado até o fim alguma dessas atividades. A bem da verdade, nunca saberei com certeza, e aceito isso. No entanto, também não creio que “dar de ombros” seja a melhor forma de lidar com minhas inconstâncias. Daí o porquê da palavra escolhida.

Lembro que no curso de inglês passamos alguns meses lendo um dos livros de John Grisham, autor de bestsellers como “O Dosiê Pelicano” e a “A Firma”, ambos adaptados para o cinema. E na época a professora comentou que ele começou a escrever nas poucas horas que sua bem-sucedida carreira de advogado permitiam, levantando às 5 horas da manhã todos os dias apenas para escrever um pouco antes de ir para o trabalho. Fez isso durante 3 anos até terminar seu primeiro romance (Tempo de Matar), que foi um fracasso (apesar de eu ter achado o filme incrível), mas não o suficiente para fazê-lo desanimar, já que emendou no hábito começando logo a escrever seu próximo romance, A Firma, que trasnformou-o em um autor premiado. Todo esse empenho possibilitou John Grisham largar o direito para fazer o que de fato amava, se tornar escritor em tempo integral, e daí em diante, passou a escrever um romance por ano, sempre figurando na lista dos mais lidos.

Isso, minha gente, é constância. E é justamente o que busco para mim no próximos meses. É focar em algo que considere importante em algum nível e fazer disso um hábito religioso, mesmo que não hajam resultados visíveis. É manter-se no foco apesar de qualquer coisa. É não desistir mesmo que tudo aponte para isso.

Já adianto que está sendo difícil pra caramba. E imaginava mesmo que seria. Daí penso que no meu mar de inconstâncias, talvez meu maior desafio seja justamente ser constante na constância.

 Até breve.

Diário fitness: Meu desafio

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Desde que me entendo por gente adulta (se é que já cheguei nessa fase) luto comigo mesma para conseguir entrar no ritmo de levar uma vida mais saudável. Hoje em dia já nem tanto pelo fator estética (que é claro, também tem o seu peso), mas principalmente por bem estar mesmo.

Nunca fui uma pessoa visivelmente acima do peso, mas isso não quer dizer que o sedentarismo e um certo “dar de ombros” com a alimentação não encontrem outras formas de trazer a conta. E confesso que nessa fase dos 30 (estou com 33 anos enquanto registro esse texto) parece que essa tal conta ficou mais pesada. É o cansaço, o desânimo, o metabolismo visivelmente mais lento, dentre outras coisas que atrapalham bastante.

Já não estava satisfeita com minhas condições físicas no Brasil, mas quando mudei de país, sinto que além de ter engordado, sucumbi a um estilo de vida bem sedentário. Ano passado (verão de 2017) resolvi dar um basta nisso e voltei a me exercitar e cuidar da alimentação, mas o inverno canadense me puxou para baixo de um jeito, que voltei a estaca zero novamente.

Meu problema sempre foi a constância. Tenho uma certa dificuldade em manter o ritmo a longo prazo, quando passa a minha empolgação inicial. Não sei porque isso acontece comigo, mas é algo que me comprometi a melhorar em mim mesma durante esse ano.

Sem falar que em um ímpeto de animação, lá por janeiro desse ano, me inscrevi em uma corrida de rua famosa aqui em Vancouver. O percurso é de 10 kms e percebi que tenho pouco mais de um mês para treinar. Acho que esse foi o meu estopim para começar a me movimentar (não dou conta de correr 10 kms hoje).

Pensando nisso, tive a ideia de passar a registrar aqui minha evolução. Penso que pode ser uma boa forma de me manter focada. Já que tenho esse blog mesmo, e ele anda bem paradinho de uns tempos para cá… pode ser que dê certo, não é mesmo?!

Além disso, caso eu me mantenha nesse ritmo após a corrida e consiga mesmo me tornar uma pessoa “healthy”, vai ser muito gratificante voltar aqui e ver os meus registros, acompanhar a evolução de resultados e de mente também.

Já fazem duas semanas que comecei a cortar alguns itens da minha alimentação (junk food) e comer de forma mais orgânica e saudável (não sem escorregadas), e nesta semana que escrevo, voltei a frequentar a academia (na qual estou matriculada desde julho passado, mas não dava as caras por lá). Comecei com a alimentação exatamente no dia 22 de fevereiro e voltei à academia dia 05 de março (última segunda-feira).

Registrei meu peso quando iniciei, e estava com 71 quilos (talvez 72kgs, porque a balança não parecia ser muito precisa). Na terça-feira, dia 06 de março, me pesei novamente e já estava com 67kgs. Acredito que perdi 4kgs só de retenção.

Minha meta (só para eu ter como base) é voltar ao peso que tinha quando me casei. Eu pesava 58kgs. Porém, meu objetivo primário, além de conseguir correr 10 kms, é a mudança no estilo de vida mesmo. Quero muito ser uma pessoa mais ativa e ter mais disposição no meu hoje. E pensando no meu amanhã, quero me dar a chance de poder envelhecer bem, sem problemas ou limitações. E sinto que estou em uma fase crucial para começar a pensar nisso, afinal o nosso amanhã é fruto do que plantamos hoje (em todos os sentidos).

Existem muitas outras coisas que quero falar com relação a isso, até porque, essa busca por tentar levar uma vida mais saudável, é algo que sempre vai e volta para mim, pelo menos uma vez por ano. Então, já pesquisei muito, já tive acesso a profissionais, e hoje tenho uma clara ideia do que preciso fazer, só me falta o foco para manter. No entanto, não tem como falar tudo em um post só.

Assim, a partir de hoje, todas as sextas-feiras vou deixar aqui os meus registros semanais dessa minha peleja, na esperança de que não seja apenas mais um fogo de palha e certos novos hábitos realmente virem parte da minha vida. A ideia é que sejam posts paralelos ao conteúdo normal do blog (que não é e não será sobre vida fitness).

Sem me alongar ainda mais, minhas medidas hoje são as seguintes:

  • Busto = 94cm
  • Tórax = 87,5cm
  • Braços = 29,5cm (esq.) e 29cm (dir.)
  • Cintura = 75,5cm
  • Abdômen = 90cm
  • Quadril = 97,5cm
  • Coxas = 58cm (esq.) e 57,5cm (dir.)
  • Panturrilhas = 33cm (esq.) e 34cm (dir.)

Volto nelas futuramente. 😉

Inspiração para Escrever

escrever

Já perdi a conta de quantas vezes me vi debruçada em determinado assunto, rodeada por um mar de pensamentos e considerações, mas ao tentar transformar tudo isso em texto não conseguir finalizar sequer um parágrafo. Também não raro de me acontecer é saber o que escrever, mas naquele momento não ter muita vontade.

Aliás, esse fator falta de vontade lamentavelmente me persegue e atrapalha também em outras áreas de interesse, mas isso é tema para outro post. Por hora, devo apenas confessar que sinto uma pontinha de inveja (forma de dizer, mas sem a conotação pesada) daqueles que transformam pensamentos em palavras quase que instantaneamente.

Eu tenho de meditar, pensar muito, antes que uma reflexão interna vire texto. E muitas vezes quando finalmente ganha forma, sinto que não é bem o que eu queria passar, ou simplesmente acho raso demais comparado com o que eu tinha em mente.

A graça da escrita, para mim, é colocar para fora algo que estaria me “martelando” por dentro. E enquanto está lá, internamente, nesse meu universo paralelo, tudo o que tenho a dizer parece ser tão incrível, que sempre me decepciono em algum nível quando chego a externar isso. Daí até entendo minha falta de vontade algumas vezes.

Talvez seja o treino que me falte, a constância principalmente, ou mesmo aprender a gerenciar meus pensamentos. Talvez seja uma questão de encontrar o sentido certo. Talvez seja apenas o medo do julgamento que me torna incapaz de soltar tudo o que carrego aqui dentro (sério… como se livra desse medo da opinião alheia?!). Talvez seja tudo ao mesmo tempo e até mais algumas razões que desconheço.

Contudo, a inspiração, propriamente dita, ela sempre existe. Em certos momentos mais barulhenta e em outros quase inaudível, mas está sempre lá. Há sempre algo a ser dito mesmo que não haja alguém para ouvir. Administrar esse “barulho” é que nem sempre é tarefa fácil (nunca é).

Sigo tentando.