Dia 20 – 30 Day Blog Challenge

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Vou fazer um pouco diferente. Ao invés de escrever sobre o que desenhei, compartilharei um pouco do que aprendi no processo.

Há muitos anos atrás, lá na minha adolescência, já até tentei aprender pintura, mas não cheguei a desenvolver essa habilidade. E, despretensiosamente, em um passado não muito distante, comprei um livrinho de desenho (só porque estava em uma promoção) e achei que talvez fosse legal tentar como um hobby.

Nunca havia desenhado com lápis e prancheta antes, mas como um dos primeiros exercícios do livro saiu esse desenho aí embaixo, que eu achei modestamente bom. Fiquei bem surpresa com isso, porque quando comecei a desenhá-lo, não achei que sairia alguma coisa.

Mãos

Logo no início do curso proposto no livrinho, me vi diante do seguinte ensinamento:

“Nunca é tarde para um adulto desenvolver seu cérebro, aprender coisas novas e mudar sua visão de mundo. A maturidade e a experiência de vida compensam qualquer coisa.

Pessoas podem aparentar talento natural desde a infância. Essa ilusão é cultivada pela nossa sociedade, que vê apenas os resultados; ignorando os incentivos, o gosto pessoal e principalmente a dedicação. Resumindo, todo o processo de desenvolvimento contínuo até o resultado satisfatório pode não ser levado em conta, criando o mito do “dom”.

Existem exceções, pessoas com capacidade acima da média. Porém, até Leonardo da Vinci estudou; os gênios são os mais dedicados. Uma frase famosa é verdadeira: “A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”, dita por Thomas Edison. A capacidade existe em todos nós e para alcançar o ápice de genialidade é necessária muita criatividade e inovação.”

[Oliveira, Daiana. Primeiros Rabiscos: Teoria e Prática]

 E a conclusão que tirei com essa tentativa de desenhar é que realmente podemos fazer qualquer coisa, desde que nos esforcemos para isso. No final das contas, somos nós quem impomos nossas próprias limitações.

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Dia 16 – 30 Day Blog Challenge

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Família

Vida de imigrante é cheia de saudades. Tem dias em que sinto falta até do cheiro de alguma coisa. No entanto, nada faz o coração apertar mais do que estar longe da família. Já até escrevi sobre isso em outro post (clique aqui para ler).

Por mais que a tecnologia ajude a amenizar a distância e facilite a conexão com quem amamos, a possibilidade de perder momentos é constante. E esse é o preço mais alto a se pagar nessa jornada em outro país.

É claro que toda escolha traz uma renúncia, e não posso negar que em contrapartida também tenho vivido bons momentos por aqui, além de todo o aprendizado e crescimento. Mas em algumas ocasiões a distância dói.

Tudo na vida é uma questão de pesos e contrapesos. Enquanto a balança estiver equilibrada podemos seguir levando, porém a partir do momento que algo fica pesado demais, é hora de rever as prioridades. Por enquanto, o querido “Skype” e o Sr. “WhatsApp” estão fazendo um excelente trabalho, e corro para eles sempre que preciso daqueles que são meus. Não substitui o abraço apertado, mas ajuda a nos fazer sentir perto até nosso próximo encontro. Sou grata a esse aspecto da tecnologia.

Acredito que todo imigrante tenha alguma história para contar sobre isso. A distância acaba revelando o quão importante certas pessoas são para nós. Não que não saibamos quando estamos perto, mas se há vantagem em estar longe é que o amor mostra uma de suas vertentes mais bonitas: a superação.

Saudades?! Sinto muita mesmo…. Contudo ela trouxe junto a certeza de que nada nos separa, porque aquilo que nos une é maior do que qualquer outra coisa.

P.S: Pai, mãe e Ju… Amo tanto vocês, que se precisar é capaz de eu ir andando do Canadá para o Brasil só para encontrá-los. :*

Dia 11 – 30 Day Blog Challenge

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Nada pode atormentar tanto uma existência quanto as possibilidades não realizadas trazidas por uma reflexão que comece com a temida expressão “E se…”.

“E se eu tivesse aceitado aquele emprego?”; “E se eu tivesse feito aquela viagem?”; “E se eu tivesse dito sim em determinada situação?”; “E se eu dissesse não?”

As variáveis são infinitas, e capazes de fazer qualquer um afundar em um mar de frustrações e arrependimentos. Então, prefiro não dar vazão a esse tipo de pensamento e aconselho que você também não o faça. Ao contrário, hoje opto por exercitar a gratidão, mesmo que pelas coisas pequenas.

Na minha época de adolescência eu costumava ser muito reclamona, de modo que vira e mexe me via frustrada por coisas que eu não tinha ou não realizava. Acho que é algo comum nessa fase, mas precisa ser trabalhado para encararmos melhor a vida. E sempre que eu era pega resmungando, meu pai me falava: “Filha, você pode até não ter tudo o que ama, mas precisa amar tudo o que tem”. Naquela época, ouvir isso só me deixava mais irritada, porém hoje entendo que esse é o significado da gratidão que nos liberta do sentimento de insatisfação.

Jamais alguém terá tudo o que sonhou um dia ou verá todos os seus projetos serem bem sucedidos. No entanto, não ter tudo, ao invés de frustrar, pode ser usado como motivo para nos glorificarmos pelo que temos e conquistamos. Pensando assim, sempre que o “e se” resolve passar pela minha mente, o combato com a seguinte pergunta: “Será que isso mudaria o que me faz feliz hoje?”. Como provavelmente a resposta seria “sim”, já não tenho certeza de o quão bom um sonho idealizado poderia ser caso se tornasse real.

Durante um bom tempo me questionei sobre o curso universitário que escolhi, bem como minhas decisões na área profissional. Somos levados a nos posicionar muito cedo nesse sentido, e dificilmente o fazemos com a maturidade de quem se conhece e sabe o que quer. Porém, hoje vejo com clareza que mesmo minhas escolhas que julgo ruins me fizeram melhor de alguma forma, pois trouxeram algum aprendizado e enriqueceram minha bagagem me fazendo quem sou atualmente.

Não podemos mudar o passado, mas só cabe a nós decidir como lidaremos com ele. Pode nos servir como fonte de aprendizado e crescimento ou como motivo de lamúrias por aquilo que não foi. Pessoalmente, escolho a primeira opção, e nela não há espaço para o “e se…”.

“Ser grato torna o que temos suficiente” [autor desconhecido]

Dia 8 – 30 Day Blog Challenge

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Insegurança

Acredito que nenhum outro sentimento nos prega tantas peças como o da insegurança. Principalmente por nem sempre ser fácil identificá-lo logo de início, já que muitas vezes vem disfarçado em dúvidas ou mesmo excesso de prudência.

Em frase atribuída a William Shakespeare, o mesmo teria dito que “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que seria nosso pelo simples medo de tentar”. E esse “medo de tentar” é justamente o que entendo como a raiz de toda a insegurança que vira e mexe nos assombra. Sei bem disso porque estou sempre lutando contra ela.

Trata-se de uma inimiga ardilosa. Primeiro porque admiti-la requer um pouco mais do que coragem, é necessário clareza sobre si mesmo. E nem sempre  a temos (aliás, difícil tê-la em um primeiro momento). Porém, só quando enxergamos os reflexos da insegurança em nossas atitudes é que estamos aptos a enfrentá-la, não nos deixando sucumbir à tendências de procrastinação e ao mar de indecisões que ela gera.

Daí, percebo que a insegurança, além de ser o “medo de tentar”, é também e em grande parte o “medo de fracassar”. O que não faz sentido, já que o fracasso, por si só é tão relativo, que sua mera possibilidade não deveria ser capaz de nos impedir algo. A bem da verdade, o fracasso costuma ser uma importante etapa em qualquer história de sucesso que lemos por aí. Ter medo dele é boicotar o próprio desenvolvimento.

Acontece que a insegurança fomenta em nós uma série de pensamentos limitantes, como o “não ser boa o bastante”, o “qualquer um faria isso melhor do que eu” ou o”não consigo”, dentre tantos outros que ficaria difícil elencar. E aos poucos eles geram em nós medos infundados, que se não enfrentados podem nos fazer estagnar. Conforme vamos tomando consciência das características da insegurança em nosso comportamento, podemos questionar esses pensamentos limitantes que ela traz, e enfrentar as situações de frente, apesar dos medos, pois saberemos que são apenas um reflexo.

Já me esquivei de algumas oportunidades apenas por insegurança, e já posterguei projetos pelo mesmo motivo. Então, posso dizer com convicção que lidar com o arrependimento é sem dúvidas muito pior do que lidar com um fracasso ou com o julgamento alheio. A vida é uma só, de modo que vivê-la será sempre a melhor opção. Hoje sigo o lema que li uma vez aqui pela internet: “Vai! E se der medo, vai com medo mesmo”. É uma luta constante, nem sempre consigo ser mais forte do que minhas inseguranças, mas sei que nisso só poderei evoluir tentando.