[Tag] Morando Fora – British Columbia, Canadá

Morando Fora

Morando no Canadá há pouco mais de meio ano, hoje resolvi responder a Tag Morando Fora, para tentar compartilhar um pouco das minhas percepções por aqui até então.

Espero que seja útil para quem tem interesse em conhecer um pouquinho mais sobre esse país, e também para quem pensa em vir morar aqui um dia.

Vamos às perguntas:

1. Seu nome.

🙂 – Mariana

2. Em que país e cidade você mora?

🙂 – Moro no Canadá, na província de British Columbia. Mais especificamente Coquitlam, que fica na região de Metro Vancouver.

3. Mora sozinho ou com sua família?

🙂 – Moro com meu marido, e somos uma família.

4. Há quanto tempo reside aí?

🙂 – Completamos 9 meses morando aqui na ultima semana.

5. Já morou em algum outro país? Qual?

🙂 – Nunca. Canadá é o primeiro país, além do Brasil, que eu já morei.

6. Qual sua idade?

🙂 – 32 anos

7. Como surgiu a ideia de morar no exterior?

🙂 – Na verdade, eu sempre sonhei em ter uma experiência internacional como essa, e coincidiu de meu marido também carregar esse sonho. Mesmo antes de nos casarmos, ele já falava que tinha vontade de fazer um curso no exterior, para agregar ao currículo dele. Quando nos casamos, esse sonho foi crescendo dentro de nós, e colocamos diante de Deus, para que no momento certo as coisas fluíssem de acordo com a vontade dEle, já que acreditamos ser essa a melhor forma de orientarmos nossas decisões. Então, quando surgiu a oportunidade, não pensamos duas vezes.

8. Foi difícil conseguir o visto de residência?

🙂 – Nosso visto de residência é temporário. Não foi difícil conseguir, por termos apresentado um objetivo definido, que é o curso do meu marido, de modo que nosso visto está atrelado a isso. Ainda não sei dizer como funciona para visto de residência permanente.

9. Qual pior situação que você já passou aí?

🙂 – Graças a Deus ainda não tivemos uma situação difícil a ponto de considerarmos ser a pior, apesar de sabermos que não estamos imunes a isso, já que a vida de imigrante tem mesmo seus percalços.

Para mim, particularmente, a maior dificuldade assim que chegamos foi o idioma. Continua sendo meio estressante viver em outra língua sem ter fluência, mas agora eu consigo entender bem mais o que as pessoas estão falando e consigo me fazer entender também. O início foi bem desesperador nesse sentido, apesar de eu ter vindo com uma certa noção do inglês.

Pensando bem, uma situação que não podemos considerar difícil, mas demoramos a nos adaptar foi com relação ao transporte. Porque aqui os ônibus passam em horário bem definido, sendo muito raro haver atrasos. Como bons cariocas , já perdemos a conta das vezes que tivemos de literalmente correr atrás do ônibus, chegando a perder algumas vezes, o que sempre é um baita contratempo.

10. Fale de um ponto turístico que você gosta. Fale um pouco sobre ele.

🙂 – Eu demorei um pouco para me adaptar ao clima, então não me animei muito para sair de casa nesses meses de inverno. Só agora, com o verão chegando, é que vamos aproveitar mais os passeios. Por esse motivo, não tenho ainda um ponto turístico específico para indicar como o meu favorito, mas pelo que já vi até agora, acho que a maior atração de British Columbia são os parques. Não importa o tamanho, todos os que já pude visitar até agora são incríveis.

11. Você fala a língua local? Acha que é importante aprender?

🙂 – Não posso dizer que sou fluente, mas sim, consigo me comunicar na língua local. Não apenas importante, é fundamental aprender o idioma do país onde se quer morar. Já é difícil sem ter fluência na língua, imagino que seria impossível viver aqui sem entender nada.

12. O que você pensa do país que você mora? Eles recebem bem os brasileiros aí?

🙂 – O Canadá é um país multicultural. Aqui temos a oportunidade de ter contato com muitas culturas diferentes ao mesmo tempo. Creio que por esse motivo eles são bem receptivos no geral, não apenas com os brasileiros. Mas, por outro lado, também não concordo quando dizem que aqui não existe preconceito com relação aos imigrantes, porque por mais receptivos que sejam, existem sim aquelas pessoas que não estão muito felizes com a atual política de imigração adotada no país.

13. Sente muita falta da família?

🙂 – Definitivamente, a pior parte de se morar fora é a falta que sentimos da família. Tem dias que são muito difíceis mesmo com relação a isso, principalmente as datas especiais e aniversários, mas até dias normais podem ser difíceis por não podermos compartilhar diretamente nosso dia a dia.

Confesso que se pensasse muito nisso, acho que pegaria o próximo avião de volta. Não consigo nem descrever como é o sentimento de se estar longe das pessoas que eu amo.

Talvez se eu estivesse aqui sozinha não daria conta de ficar, mas como estou com meu marido, nós nos apoiamos mutuamente quando a saudade aperta.

14. De quais produtos brasileiros mais sente falta?

🙂 – Sinto muita falta da massa de tapioca pronta. Aqui eu até encontrei a farinha de tapioca, mas me dá preguiça de hidratar, então acabei tirando esse item da minha alimentação, sendo que eu comia todo dia no Brasil.

Na verdade, acho que é só isso mesmo. Não consigo me lembrar de outra coisa da qual realmente sinta falta assim. As vezes até bate saudade de algumas comidinhas que não têm aqui, como o chips Fandangos, por exemplo, mas a verdade é que a gente acaba se adaptando ao que tem… e tem muita coisa… rs

15. Quais os seus planos para o futuro? Pretende morar aí para sempre?

🙂 – Para sempre é muita coisa quando apenas se está no início de uma jornada, como é o nosso caso. Temos gostado muito de viver aqui nesses últimos meses, mas preferimos dar um passo de cada vez, até porque, nosso visto tem prazo de validade e, querendo ou não, o Brasil sempre será a nossa casa.

16. O que tem no país que você mora que você usa no dia a dia e acha que devia ser implantado no Brasil?

🙂 – A primeira coisa que me vem na mente é água quente na torneira da cozinha. rsrs Mas como foram poucas as vezes em que achei isso necessário no Brasil, prefiro dar outra opção.

Aqui em British Columbia, nós usamos um aplicativo no celular que é diretamente ligado à rede de transporte público, a TransLink. Então, nós sabemos o horário que o ônibus vai passar em cada ponto, se ele vai atrasar, e também o tempo exato que vai levar para chegarmos onde queremos de acordo com o schedule do transporte, considerando inclusive os possíveis engarrafamentos. Acho isso uma mão-na-roda, e seria bem legal ter algo assim no Brasil.

17. Qual sugestão ou dica você daria para quem gostaria de viver nesse país?

🙂 – Primeiro de tudo: ESTUDE INGLÊS! Sério! Existe muita propaganda sobre o Canadá ser um país de portas abertas para estrangeiros, mas a verdade é que você não vai conseguir ficar por aqui se não souber a língua local. E acho justo!

Outra coisa que penso ser importante quando se fala em mudar para outro país, e não apenas o Canadá, é manter a mente aberta. Esteja disposto a aprender sobre outros estilos de vida e, acima de tudo, abra mão de qualquer preconceito que você tiver. Só assim a experiência será verdadeiramente enriquecedora.

18. Se você pudesse descrever em uma palavra a experiência que está vivendo nesse país, qual seria?

🙂 – Crescimento.

19. Mostre algumas fotos da cidade que mora.

🙂 – Queria mostrar fotos minhas aqui, mas ainda estou começando na fotografia, e não acho que minhas fotos já estejam boas para divulgar. Então selecionei algumas fotos turísticas que encontrei na internet, para vocês verem como é linda British Columbia.

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É isso! Espero que tenham gostado! Vou tentar responder uma TAG nova todo mês. Se tiverem sugestões, podem enviar para mim! 😉

Grande Bjo,

Mari Marques.

*Imagens: Google.

O que tenho aprendido com os canadenses?

Oh, Canada!

Morar em outro país tem sido a experiência mais desafiadora da minha vida. Não apenas pelo aspecto cultural, que é tão enriquecedor, mas também pela revisão forçada de alguns conceitos antigos que eu carregava comigo.

O Canadá é um país realmente multicultural. Aqui você pode encontrar gente de tudo quanto é canto do mundo, com sotaques e costumes dos mais variados, incorporando seus hábitos a um estilo de vida canadense bem customizado. Digo isso porque a própria cultura local algumas vezes fica um pouco apagada diante de tanta diversidade, mas apesar de não ser unanimidade, isso não parece incomodar a maioria.

No começo estranhei um pouco essa característica, e até já me peguei julgando como sendo uma possível “falta de identidade”, o que não poderia ser mais equivocado da minha parte, já que nada identifica mais um canadense do que os conceitos de tolerância e aceitação que eles conseguem elevar a outro nível.

Reflexo disso, é a liberdade que eu percebo aqui para se “ser o que se quer ser”. E isso é literalmente mesmo, de modo que além de o respeito às minorias ser regra indiscutível, você pode ter certeza de que ninguém vai te olhar diferente no dia em que  resolver ir ao supermercado de pijamas ou pintar os cabelos de roxo com laranja.

É claro que nos meus nove meses vivendo nessas terras geladas, também já pude notar aspectos não tão legais do povo que por aqui habita, mas neste post resolvi me concentrar no que admiro e tem me ensinado a rever algumas posturas. E se tem uma coisa que eu realmente gosto nos canadenses, com certeza é a gentileza e a forma pacífica, quase despretensiosa, com que eles levam a vida.

Dificilmente você vai ver um canadense sendo grosseiro sem que haja um baita motivo por traz disso, e, se por algum azar, você pegar um deles em um mal dia, pode ter certeza de que ele se sentirá pior do que você por ter te tratado mal. Isso chega a ser engraçado e é claro que tem muitas vertentes, desde a hipocrisia enrustida até a necessidade cultural de ser agradável, quase que por obrigação. Isso gera uma série de piadinhas mundo a fora, como os famosos “memes” sobre o “canadian sorry”, por essa mania de sempre se desculparem, mesmo quando eles não são os culpados.

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Agora, de tudo o que já pude notar, se existe algo que me impressiona é a igualdade que existe por aqui. Posso estar muito errada, até porque não sou e nem quero ser do tipo que frequenta a “high society”, mas tenho a nítida impressão de que para os canadenses não importa muito “o que você faz” ou “quem você é”, de modo que tanto o operário da construção como o médico cirurgião terão o mesmo nível de tratamento onde forem.

Para quem veio de um país como o nosso, onde infelizmente o que você faz para viver é capaz de te definir socialmente, esse tipo de liberdade é encantadora. As escolhas individuais são de fato tão respeitadas, a ponto de não ser questionado se você tem ou não um nível universitário para determinados cargos, pois se você tiver a experiência e capacidade necessárias, tudo ok.

Isso pode ser considerado um choque cultural, já que crescemos com a ideia de que se determinada pessoa não tiver um diploma na parede, nada do que ela falar pode ser considerado seriamente, mesmo que haja mais conhecimento ali do que em muito diplomado.

Talvez eu até esteja romantizando um pouco as coisas, afinal, apesar das oscilações, ainda não passei da fase do encantamento… Mas, de qualquer forma, a sensação de poder se reinventar sem culpa é maravilhosa… E é aqui que tenho aprendido e me permitido esse recomeço.

Thanks, Canada!

Grande Bjo,

Mari Marques.
*Imagens: Google.

Torta de Limão

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Estou querendo fazer esse post desde o dia de Ação de Graças, que foi comemorado no último dia 10 aqui no Canadá.

Nesse dia, eu resolvi fazer uma sobremesa para levar no jantar em que fomos convidados, e dei uma pesquisada básica nas receitas tradicionais daqui, para tentar levar algo típico.

Acontece que uma das receitas mais tradicionais de sobremesa para o Dia de Ação de Graças no Canadá é uma tal de Pumpkin Pie. E apesar de bem famosa por aqui, nada mais é do que uma torta de abóbora… algo que tanto eu como o marido odiamos de verdade.

Decidi então apostar na minha torta de limão, que desde o Brasil já virou minha especialidade em doce (na verdade, é quase a única receita doce que sei fazer mesmo… rs). E vou compartilhar no blog a receita, porque é realmente muito fácil e prático de fazer, além do que, consegui encontrar ingredientes equivalentes aqui no Canadá.

Para início de conversa é preciso ter um liquidificador e seria bom ter também um mixer (ou batedeira), mas dá para se virar muito bem sem esse último.

Ingredientes:

– Biscoito Maizena (1 pacote e meio)

– Manteiga ou Margarina (quanto baste)

– Leite Condensado (1 lata)

– Creme de Leite (na mesma proporção do ingrediente anterior)

– 2 a 3 limões

– Chantilly

Modo de Preparo:

  • Limpe bem os limões e raspe a casca com um ralador, para retirar algumas lasquinhas. Reserve.
  • Massa:
  1. Triture o biscoito maizena no liquidificador até virar uma farofa.
  2. Coloque a farofa de biscoito em uma travessa e adicione manteiga aos poucos (de colher em colher). Vá mexendo com as mãos e adicionando manteiga até atingir uma consistência firme e homogênea. Cuidado para não adicionar manteiga além do necessário!
  3. Quando atingir o ponto certo (que não pode estar esfarelando), coloque a massa na travessa que irá usar para servir e faça uma “cesta” para receber o recheio.
  4. Leve ao forno médio para assar por aprox. 10-15 minutos.
  • Recheio:
  1. No liquidificador adicione o leite condensado, o creme de leite e 1, 1/2 limão. Deixe bater até que esteja tudo bem misturado.
  2. Prove a massa para verificar quanto a mais de limão será necessário colocar e vá adicionando aos poucos (de 1/4 em 1/4), até que esteja do seu gosto (a torta pode ser mais doce ou mais azedinha, depende da preferência)
  3. Bata para que o limão adicionado misture bem com o restante do recheio. O recheio não ficará muito firme, mas também não pode bater demais para não perder a consistência.
  • A essa altura a massa já terá saído do forno. Deixe esfriar um pouco e coloque o recheio dentro da “cesta” de massa.
  • Deixe no congelador por aprox. 30 minutos (ou até que o recheio fique firme o suficiente). Cuidado para não congelar a torta!
  • Quando retirar do congelador, cubra  o recheio com chantilly (ele pode vir pronto para uso ou talvez precise bater, depende da marca, daí a necessidade do mixer)
  • Finalize salpicando a torta com as lascas do limão, para enfeitar.
  • Deixe na geladeira até a hora de servir.

Voui a lá…. está aí minha receita de torta de limão. Simples, prática e muito fácil de fazer. Aqui em casa a gente adora! E sempre que convido alguém para o almoço ou jantar, acabo fazendo ela também. Acabou que foi essa a sobremesa do Dia de Ação de Graças… e vamos combinar?! Muito melhor do que torta de abóbora, né?! rs

Só mais uma dica: quanto mais tempo deixar a torta na geladeira antes de servir, será melhor, porque a ela terá mais consistência, por isso o ideal é fazer de um dia para o outro… mas também dá para servir no mesmo dia, sem problemas.

Quanto aos ingredientes, encontrei produtos equivalentes aqui no Canadá, segue a lista:

  • Leite condensado – Em inglês se fala condensed milk. Eu usei o da marca President’s Choice, que vende muito na rede Superstore, e o gosto é o mesmo do nosso.
  • Creme de Leite – Aqui a versão do creme de leite que usamos para sobremesa é o Whipping cream. Pode ser localizado na parte de produtos gelados (geralmente fica perto do leite e/ou laticínios). Eu usei a marca Dairyland. É um pouco mais líquido do que o nosso, mas se agitar bem a caixa ele ganha consistência. Cuidado para não confundir: existe o sour cream, que é o creme de leite azedo (que não sei para o que serve… rs), e normalmente ficam próximos um do outro nos supermercados.
  • Biscoito Maizena – Aqui eu encontrei na versão redondinha… os famosos Biscoitos Maria. E o nome é exatamente esse: Maria cookies. Não lembro exatamente a marca que usei, acho que foi Minuet, mas tem várias opções no supermercado, inclusive na versão no name. De qualquer forma, ainda acho que com o biscoito maizena brasileiro (aquele vermelhinho da Piraquê) fica mais gostoso.
  • Chantilly – No Brasil eu sempre usei o da Dr. Oetker, que era líquido, tendo de deixar na geladeira por 12 horas e depois bater para virar um chantilly…. delicioso, diga-se de passagem. Aqui no Canadá, eu experimentei um que já vem pronto para usar, da marca Betty Crocker, mas meu marido cismou que tem gosto de adoçante e eu, particularmente, achei meio enjoativo também. Com certeza vou testar outro.

ingredientes

Enfim… espero que seja muito bem aproveitada essa receita, pois já me rendeu ótimos momentos! 🙂

Até breve.

Mari Marques.

Clube de Leitura ESL – Anne of Green Gables

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Olá a todos!

Hoje eu fui na primeira reunião do ESL Book Club organizado na Biblioteca local perto de onde estou morando, em Coquitlam, e resolvi fazer minhas considerações aqui no blog.

A sigla ESL significa “English as a Second Language” (Inglês como segunda língua). E esse grupo de leitura é voltado especificamente para quem está aprendendo inglês, propondo leituras mais simples, que vão evoluindo com o tempo. As reuniões são uma vez por mês, e parece que é algo comum aqui no Canadá, talvez todas as bibliotecas tenham algo parecido (ou pelo menos, quase todas).

Adorei o primeiro encontro. Para quem gosta de ler, é um jeito muito divertido de interagir em inglês e de conhecer melhor a cultura canadense através da literatura e da troca de experiências.

Nesse mês de outubro, o livro da vez foi “Anne of Green Gables”, e de cara já descobri que “gables” é uma espécie de telhado (uma parte, para ser mais exata), coisa que nem o Google tradutor conseguiu me mostrar… rs

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A casa da Anne devia ser mais ou menos assim. Olhando a foto parece óbvio, mas demorei um pouco para entender o que eram os “gables”.

Essa estória é uma espécie de clássico da literatura canadense, a ponto de estar no currículo escolar deles. Então todo canadense por aqui já leu ou já ouviu falar, tanto que existem filmes, peças de teatro, musicais, animações e até séries de TV a respeito.

A versão que estudamos no Clube de Leitura foi mais resumida, para quem está aprendendo mesmo, porque a versão original é bem grande, mas deu para conhecer a estória e ficar com vontade de melhorar o quanto antes o inglês para conseguir ler a versão completa.

O livro foi escrito por Lucy Maud Montgomery (L.M. Montgomery), em 1908, e se passa em Prince Edward Island (Ilha do Príncipe Eduardo), que é uma das dez províncias do Canadá, localizada em ilha homônima, e onde você pode visitar a Green Gables da Anne, que fica localizada em Cavendish (costa norte da ilha). Todos os anos, pessoas do mundo inteiro visitam essa região para conhecer a casa de Anne of Green Gables. Sabendo disso, entrou na lista dos lugares que quero conhecer algum dia.

Anne é uma menina muito interessante, com um talento natural para se meter em problemas, o que torna a estória divertida, e foi adotada por um casal de irmãos (Marilla e Matthew Cuthbert), que a princípio não queriam ficar com ela, mas foram cativados pelo jeito carismático da menina, que muda totalmente a dinâmica da vida na fazenda de Green Gables.

Para quem estiver interessado na leitura (é uma excelente forma de melhorar e praticar o inglês), a versão disponibilizada no Clube de Leitura foi publicada pela Oxford University Press (2007), e possui algumas gravuras que facilitam a compreensão. ;^)

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E para quem estiver aqui no Canadá ou planejando vir, fica a dica: procure a biblioteca pública mais próxima e fique por dentro das atividades. Além do Clube de Leitura, costumam haver grupos de conversação para recém-chegados (newcomers). Vale muito a pena procurar mais a respeito!

Para o próximo mês, aqui em Coquitlam, a leitura será “Stray Dog”, de Gareth O’Callaghan. Ainda não sei do que se trata, mas já peguei meu exemplar e pela folheada que dei, o livro é maior do que o anterior e não tem gravuras… o que me leva a crer que será um pouquinho mais difícil!!! rs

Mas vamos lá…. volto no próximo mês com a resenha!

Até breve.

Mari Marques.