Academia no Canadá. Malhando sem treinador.

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Posso não ser muito ativa nas redes sociais, mas quem também segue o blog pelo Instagram ou Facebook, deve ter visto que há algum tempo comentei sobre meu processo de reeducação por uma vida mais saudável. Então, já que hoje é segunda feira, o dia internacional das mudanças de hábito, resolvi “bater um papo” aqui sobre academia, para ver se vocês também se animam a embarcar nessa.

Comecei com a alimentação, tentando fazer escolhas melhores, apesar de ainda não ser tão fácil conter as escorregadas (mas tento lidar com isso sem culpa). E, com o tempo, fui sentindo a necessidade de também praticar alguma atividade física. Inicialmente tentei fazer exercícios em casa mesmo através do app MadBarz, que estava gostando muito de usar, por dar ênfase a exercícios calistênicos de street workout. Mesmo assim, era muito difícil me manter motivada sem ter de sair de casa, então acabei me matriculando em uma academia. Já adianto que foi uma das minhas decisões mais acertadas, já que o exercício tem me ajudado até a controlar meus dias de ansiedade.

Acontece que aqui no Canadá não é obrigatório que haja um profissional de educação física supervisionando as pessoas na academia. Onde eu malho, até tem alguém disponível para tirarmos dúvidas pontuais, sobre um equipamento ou outro, por exemplo, mas essa pessoa não vai mostrar a execução do exercício, dizer quando alguma atividade está sendo feita de forma errada e muito menos montar uma série para você, como ocorre quando começamos em uma gym no Brasil. Para quem deseja esse tipo de assistência, é necessário contratar um personal trainer, que é bem carinho por aqui… Luxo que meu status de imigrante ainda não permite (e também quase nunca vejo alguém utilizando esse serviço… acredito que as pessoas os contratem apenas quando não têm nenhuma noção de por onde começar ou quando já estão se exercitando há bastante tempo e possuem objetivos mais específicos, que só um profissional pode mesmo direcionar).

Enfim… minha sorte é que como meu marido praticou esporte durante toda sua vida, ele acabou acumulando algum conhecimento, e me ajudou muito nesse início, adaptando minha série (que trouxe do Brasil), vendo se eu estava executando corretamente os exercícios, etc. Mas eu ainda sentia falta de algum respaldo e, por isso comecei a procurar aplicativos específicos para academia.

A princípio eu usava os aplicativos GymOn e FitNotes em conjunto, mas apesar de eles se complementarem, eu ainda continuava procurando por um app que se bastasse nas funções e tivesse uma gama de exercícios maiores, como o que eu mencionei mais acima, que utilizava para exercícios em casa. Acabei encontrando o BodySpace e parei nele, sendo o que estou usando agora.

O aplicativo conta com uma plataforma online que você pode acessar também pelo computador, onde é possível encontrar séries de exercícios elaboradas para diferentes objetivos ou montar sua própria série, acompanhar a evolução dos treinos, interagir com outros usuários e várias outras funções que ainda estou descobrindo. Sem contar que os exercícios são acompanhados de vídeos mostrando a forma correta de execução, o que dá alguma segurança, principalmente se você tiver alguém para olhar por você.

No início achei um pouco confuso de usar, mas depois que peguei o jeito, se tornou um dos meus aplicativos favoritos. Até porque, semanalmente você recebe um e-mail de incentivo do aplicativo, mostrando sua evolução naquela semana. Além disso, quando você acessa pelo site, pode encontrar vários artigos muito úteis tanto para quem está começando como para quem já malha há mais tempo.

O que pode ser considerado uma desvantagem é que o aplicativo é todo em inglês, porém não acho que isso impeça de aproveitar as vantagens do aplicativo, mesmo sem o domínio do idioma.

E você que está me lendo? Já conhecia este aplicativo ou tem algum outro para indicar? Compartilhe aqui nos comentários! 😉

Grande Bjo,

Mari Marques.

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[Tag] Vida de Estrangeira

Vida de Estrangeira

Olá pessoal!

Tenho estado um pouco sumida do blog nos últimos dias, e como já falei em outro post, desde que comecei a escrever regularmente por aqui fico me sentindo bem pesarosa quando não consigo atualizar as postagens. Este blog tem se tornado uma ótima companhia, e definitivamente não quero deixá-lo de lado. rs

Então, para a semana não passar em branco, já que não trouxe nenhuma atualização, hoje vou responder à Tag: Vida de Estrangeira, que vi no canal da Lívia Lamblet Heatherly, uma brasileira morando nos Estados Unidos.

Também quis responder a essa Tag específica, porque no final do mês completaremos um ano morando aqui no Canadá, então achei que poderia ser interessante, até mesmo para comparar minhas percepções no futuro. Vamos às perguntas! 🙂

 

1. Nome.

🙂 – Mariana

2. Idade e país onde reside.

🙂 – Tenho 32 anos e estou morando em British Columbia, no Canadá.

3. Há quanto tempo você mora fora do Brasil?

🙂 – No próximo dia 27, meu marido e eu completaremos 1 ano morando aqui.

4. Como foi a sua fase de adaptação?

🙂 – Eu acho que os primeiros meses são de puro encantamento, já que tudo é novidade. A adaptação começa um pouco depois, conforme vamos nos inserindo na “vida real”. Eu sinto que ainda estou nessa fase. Algumas coisas já são mais fáceis do que antes, outras ainda continuam um pouco difíceis, e acredito que haverão mais descobertas pela frente. Talvez seja melhor responder esta pergunta no futuro.

5. O que mais te assustou na cultura desse país?

🙂 – O Canadá é uma país muito aberto à imigração (apesar de não ser tão fácil como dizem por aí), então aqui tem gente de tudo quanto é canto desse mundo. Consequentemente, as influências são bem variadas, e muitos imigrantes vem para cá mas não se inserem completamente na cultura local, mantendo suas próprias tradições.

Não posso dizer que isso me assustou, mas estranhei um pouco, já que fica meio difícil identificar a cultura canadense logo de cara, mas acredito que essa diversidade também seja uma marca cultural daqui e muita coisa ainda estou aprendendo.

6. O que você mais gosta na cultura desse país?

🙂 – A gentileza aqui é cultural mesmo. E existe um respeito absurdo pelo espaço do outro

7. O que você menos gosta na cultura deles?

🙂 – São “relax” demais. Isso é ótimo no começo, mas pode irritar as vezes.

8. Um ponto turístico que você indica.

🙂 – Os parques de British Columbia são maravilhosos. O mais famoso deles é o Stanley Park, que fica bem no centro de Vancouver mesmo.

9. Passou alguma dificuldade no início?

🙂 – No início eu estranhei um pouco o sistema de transporte público daqui, mas não chegou a ser uma dificuldade.

10. Conte uma conquista adquirida ou um momento feliz que você passou aí.

🙂 – Chegar aqui por si só já foi uma conquista.

11. Uma loja BBB (Boa, Bonita e Barata) para indicar.

🙂 – Definitivamente indico a Winners. Lá você encontra peças de todas as marcas que possa imaginar com preços de ponta de estoque. O único “problema” é que eles só possuem na loja as peças que ficam expostas, então se você achar algo que goste e sirva, o melhor é levar logo, porque se deixar para comprar no dia seguinte muito provavelmente alguém já terá levado. Mas pelos preços, vale muito a pena.

12. Indique de 1 a 3 produtos BBB para comprar aí.

🙂 – Não estou conseguindo pensar em três produtos específicos, mas comparando com os preços que temos no Brasil, acho que o que mais vale a pena comprar aqui são: roupas, maquiagem e produtos de beleza.

13. Um restaurante BBG  (bom, bonito e gostoso) para indicar.

🙂 – Nunca consigo escolher um só, porque minhas preferências sempre acompanham o meu humor. Então vou listar os que eu mais gosto e o porquê:

Dennys’s – A única coisa que peço quando vou lá é o café da manhã (mesmo que esteja de noite). Típico breakfast norte americano. Acho delicioso.

Sushi California – Foi a melhor comida japonesa que comi aqui até agora. O único problema (para mim) é que eles não oferecem rodízio.

Anton’s Pasta – Melhor massa. ❤

Tomokazu – Restaurante de comida japonesa com opção de rodízio (all you can eat). Marido e eu amamos comida japonesa, e já tentamos outras indicações de rodízio antes de acharmos esse. Foi de longe o que mais gostamos.

14. Uma comida para experimentar.

🙂 – O prato mais tradicional do Canadá é a poutine, uma porção de batata frita com molho e queijo. Nunca experimentei, porque sempre que olho para a cara dela não me apetece (tenho a impressão de que é mega gordurosa). Então, vou indicar os Donuts e cheesecake, porque definitivamente os daqui são os melhores que já comi na vida.

15. O que um brasileiro não deve fazer aí que seria perigoso e/ou constrangedor.

🙂 – Perigoso eu realmente não sei, mas tem uma lista de coisas que costumamos fazer no Brasil que seriam “constrangedoras” aqui: falar alto, fazer perguntas pessoais, não dar gorjetas, entrar na casa dos outros com sapatos, cumprimentar as pessoas com beijo, etc.

16. Uma moda estranha.

🙂 – Eu não sei se isso é moda, mas acho muito estranho o fato de muita gente aqui ir no supermercado vestindo pijamas (sério!).

17. O que te faz falta no Brasil?

🙂 – Minha família e as interações sociais mais calorosas.

18. Indique algo que valha a pena comprar aí.

🙂 – Produtos de beleza.

19. Mande um beijo para quem você tem saudades.

🙂 – Minha família. Sempre. Aqui seria o lugar perfeito se eles estivessem aqui.

Taí… Mais uma tag respondida. 🙂

E se alguém de Vancouver ou redondezas estiver me lendo, pode compartilhar aí nos comentários outras indicações.

Grande Bjo,

Mari Marques.