Hoje venci a preguiça!

Comemore as pequenas conquistas

É uma segunda feira enquanto escrevo esse post (ironicamente), meio que como uma forma de incentivo, meio que como um jeito de compartilhar minha pequena conquista!

Quem leu meu último post sobre “A crença na mudança” já sabe sobre meu pequeno probleminha em postergar para as segundas feiras seguintes aquilo que acredito internamente não poder fazer hoje (seja por falta de organização, por achar que não vai dar mais tempo ou por preguiça mesmo, o que é bem comum). Aliás, problema que não é exclusividade minha… a gente tende mesmo a associar o início de uma nova semana como a oportunidade de um recomeço…. Nada de errado com isso, se não fosse apenas mais uma desculpa para adiarmos eternamente o que poderíamos fazer agora.

Tentando analisar os meus porquês para ter entrado nesse círculo vicioso de adiamentos, percebo que na maioria das vezes não existe uma razão justa para não cumprir meus prazos pessoais e acabar embarcando nessa crença de que “amanhã farei diferente”. Percebo que quase sempre o problema gira em torno da velha conhecida preguiça. E só não digo sempre, porque é claro que vez ou outra existem exceções.

Pensando nisso, percebo que todas as desculpas inteligentemente pensadas e internalizadas, são apenas tentativas de tornar a preguiça legítima. Não poucas vezes me peguei justificando um adiamento por já ter “passado do horário razoável de começar hoje”, ou por “não ter os recursos necessários para começar”, ou por “não querer ir em algum lugar sozinha”, ou “por querer que seja perfeito”, e muitas outras justificativas que nem sei mais.

Bom… se o horário já está avançado, eu posso pelo menos começar com o que dá para fazer hoje, mas morgar no sofá assistindo TV no final da noite é mais convidativo…. se eu não tenho os recursos necessários, posso criá-los e ir começando com o que tenho, mas é mais fácil dizer que não dá…. se não tenho quem me acompanhe, qual o problema de ir sozinha? O desafio é meu! Eu é que tenho de encará-lo! Nesse caso, companhia as vezes até atrapalha… E se não for perfeito, e daí? Quem disse que precisa ser?

Tá vendo? Para todas as desculpas que nossa mente pode criar existe uma solução possível, mas optamos não ver, muitas vezes por pura preguiça. É claro que existem outros fatores que fazem ninho na nossa mente e nos impedem de ir adiante, mas hoje, foi contra esse que eu lutei: a preguiça! E digo que foi bom, por mais pequena que seja a conquista.

Nenhum prazer momentâneo pode superar a alegria de realizar algo que você estabelece como meta para você. Então sempre que a preguiça vier e as desculpas começarem a aparecer, o melhor que podemos fazer é vencer esse sentimento e ir à luta! 🙂

Ah… sobre minha pequena conquista… hoje venci a preguiça, porque fui me exercitar mesmo quando o horário pré-estipulado já tinha passado. Sem querer me peguei pensando automaticamente que “hoje não daria mais tempo e seria melhor começas amanhã”. O problema é que esse amanhã nunca chega, e eu já estou nessa faz mais de um ano, insatisfeita com o espelho e reclamando dos quilos a mais que não vão embora sozinhos… mas isso é tema para outro post.

O que quero registrar aqui é o prazer que dá vencer suas desculpas e mandar a preguiça para escanteio. A conquista pode ter sido pequenininha mas estou feliz em dizer que finalmente meu amanhã eu fiz hoje! 🙂

Continuemos…

Beijos.

Mari Marques.

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Aquele que é o outro – Primeira Reflexão

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“Somente aquele que é o outro, nos mostra como verdadeiramente somos.”

Sou meio cinéfila, e costumo anotar as falas de filmes quando acho muito interessantes. Foi o que aconteceu com a citação aí de cima… ouvi essa frase em um filme já faz algum tempo, mas nunca me esqueci dela. Aliás, vira e mexe lembro desse pensamento (só não lembro do autor, mas o filme é Amor à segunda vista).

O “outro” é uma figura que paira no meu inconsciente acho que desde sempre, como se fosse uma nuvem bem chata, e que constantemente ameaça fazer chover. Apesar disso, não faz muito tempo que parei para refletir sobre esse “personagem” e nas implicações que traz para a minha vida.

Segundo Sartre, “o outro é, por princípio, aquele que me olha”, e a sensação de ser observada de fato me incomoda muitíssimo. Mais do que isso, o possível pensamento de quem pode estar observando me assusta… loucura isso, né?! Claro que é!

Acontece que sempre justifiquei esse tipo de sentimento e os comportamentos que vem com ele (vergonha de falar em público, medo de reclamar, o nervosismo com o novo) como sendo fruto de uma timidez. Porém, creio que seja um pouco mais complexo… hoje, penso que tudo isso tenha mais a ver com uma certa necessidade de aceitação…de ser aceita pelo outro, seja ele quem for.

A partir do momento que percebi isso e o quanto essa influência pode ser nociva em alguns aspectos, venho tentando me desvencilhar desse “olhar do outro”, mas não é uma tarefa fácil… até porque, há momentos em que a opinião desse “outro” pode sim ser benéfica, levando a uma autocrítica positiva, e até fazendo perceber um erro ou atitude equivocada.

De qualquer forma, voltando à citação em destaque, vale se perguntar: até que ponto o outro pode ser capaz dizer quem somos?

Bom… quando o outro está ao nosso lado, compartilhando nossos dias, alegrias e angústias, é justo dizer que ele será capaz de perceber muitas coisas que nos passam despercebidas sobre nós mesmos. E é essa uma situação que pode levar a uma autocrítica bem construtiva.

A forma como reagimos ao outro, seja ele quem for, também é capaz de dizer muito sobre nós. E nesse sentido, cabe a cada um se policiar para não permitir que esse outro dite nossas posições e reações.

Tanto na primeira como na segunda situação, existe o confronto e logo depois a escolha. Quando o outro que está ao seu lado te confronta, você é capaz de reconhecer as razões dele e, sendo justas, pode decidir mudar ou, caso não sejam, pode fazê-lo enxergar a partir de sua perspectiva. Em qualquer dos casos haverá crescimento nessa relação.

Quando confrontado pelo “outro provocador”, lá na segunda hipótese, você pode escolher não aceitar a provocação e adotar uma posição que reflita suas convicções, mostrando não apenas quem você é, mas quem você quer ser.

Agora… o que mais me intriga, é aquele outro “desconhecido” e o poder desconcertante que ele tem. E, para mim, esse é o mais difícil de lidar.

Como lidar com a crítica ou opinião daquele que não sabe o peso dos seus passos?  O quanto de verdade pode haver nesses “julgamentos”? E até onde isso pode refletir quem de fato você é?

Pior… e se esse “outro” julgador não for um completo desconhecido, apesar de não estar próximo de você? Há de ser considerado?

Realmente não sei… mas creio que o melhor seria encontrar uma forma de não permitir que esse tipo de interferência externa afete a nossa estabilidade interior. Talvez um belo “dar de ombros” seja o melhor caminho.

A verdade é que preciso refletir muito ainda.. mais do que eu gostaria, então este post terá uma continuação. Espero chegar a conclusões válidas.

Até lá, gostaria muito de saber as opiniões de quem passar por aqui.

Mari Marques.

Transformando o interior para consertar o que está por fora!

contemplando o horizonte

Chega um momento na vida em que temos de dizer um basta a nós mesmos. Um basta a tudo o que nos incomoda, mas nunca nos posicionamos para mudar, e também a todas aquelas procrastinações que atrapalham nossa evolução. É muito fácil e cômodo reclamarmos das circunstâncias e daquilo que parece nunca acontecer, ao invés de assumirmos as responsabilidades pelo “fracasso”.

Eu, particularmente, sinto que cheguei em um momento da vida onde não há mais espaço para “lamúrias” (e tenho sido muito adepta a elas até aqui). São muitas “coisinhas” em mim que me incomodam faz um tempo, e vão virando reclamações, desculpas, frustrações, dentre outros sentimentos bem nocivos para a felicidade.

Um ponto que tem me incomodado muito ultimamente, é o tipo de dona de casa que me tornei. Longe dos padrões machistas desse significado (porque nem toda mulher tem de ser uma boa dona de casa para ser uma boa mulher), mas para quem sempre sonhou em ter a própria casa e ficava “viajando” em sites de decoração, imaginando aquela casinha linda onde tudo funciona, acho que não tenho feito um bom trabalho. Pelo menos, não um “trabalho” do qual eu me orgulhe.

E ao começar a refletir sobre isso, vai ficando nítido que outras coisas também não vêm funcionando do jeito que eu gostaria. Até porque, quando se tem uma rotina tão pouco organizada, dar conta das tantas áreas diferentes da vida é mais do que um desafio, é missão quase que impossível. Já me aconteceu de ficar feliz por um dia em ter deixado a casa do jeito que eu queria, mas logo em seguida me sentir frustrada por não ter tido a noite romântica e especial que havia idealizado, por não ter dado sequência a um ritmo de treinos, ou mesmo por não ter concluído a leitura de um livro que venho procrastinando há meses (e já são mais de um). A propósito, a forma como lido com certas frustrações também me incomodam bastante, porque emoção nenhuma deve ditar posturas.

Buscando inspirações sobre as mudanças que acho necessárias realizar hoje, me deparei com os mais diversos conteúdos, seja em sites, blogs ou canais do youtube, mas no momento de pensar em realizar, também me peguei pensando: “eu nunca vou conseguir fazer isso”, ou “eu nunca vou conseguir ser assim”. E percebi, que parte desse sentimento veio pelo fato de a internet apresentar tantas “vidas perfeitas” que fica difícil para um “mero mortal” se enxergar nesse papel (parte também tem a ver com a bendita da autoestima, que oscila bastante, eu admito). Então, resolvi iniciar este blog, a princípio meio que como uma forma de autoanálise, mas principalmente para compartilhar minhas experiências reais, com mulheres reais que também sentem dificuldade em iniciar mudanças.

Por fim, deixo claro que este blog é uma tentativa de registrar mudanças possíveis. Não tenho pretensão alguma de me tornar uma mega dona de casa, uma musa fitness, ou de ser tão sábia e sensual a ponto de me pagarem para dar conselhos…. Aqui, escrevendo para quem quer que esteja lendo, apresento uma mulher que ainda se sente uma menina na maioria das vezes… meio sem jeito para algumas (ou muitas) coisas, meio destemperada no tocante às emoções e até um pouco preguiçosa em certos momentos. Mas, em contrapartida, alguém que está mais perto de saber o que quer, e resolveu mudar o que sabe que está errado. Porque não importa o tempo que se esteja vivendo, o amanhã vai ser fruto do que se planta hoje… então, plantemos!

 Mari Marques.eu

*Imagem: Google.