Não se limite!

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Quantas vezes nós mesmos não atrasamos nosso progresso? Quantas vezes nós mesmos não criamos os obstáculos para determinada realização? Quantas vezes já permitimos que o medo ou insegurança, em forma de desculpas, frustrassem algum plano antes mesmo de tirá-lo do papel?

E quando trago esses questionamentos, não estou me referindo necessariamente a “coisas grandes”, a “momentos emblemáticos” em nossa vida. Até porque, é muito mais fácil percebermos estar dando vazão ao medo e a insegurança em uma situação importante, o que até nos dá a chance de enfrentar isso mais de frente. Difícil mesmo é percebermos o auto-boicote nas sutilezas do dia a dia, naquelas pequenas decisões das quais vamos nos esquivando meio que “sem-querer”, e quando nos damos conta a coisa toda já virou um estigma, difícil de quebrar.

Acontece que tudo aquilo que a gente não enfrenta quando aparece, acaba ficando muito maior com o passar do tempo. É mais ou menos aquela velha história de que quando se cai do cavalo, o melhor é voltar logo a montá-lo, se não vira um trauma. Da mesma forma, quanto mais alimentamos nossos sentimentos limitantes através de desculpas (mesmo que elas pareçam muito razoáveis naquele momento), mais difícil será superar nossos próprios obstáculos lá na frente. Obstáculos esses que, na maioria das vezes, só existem em nosso subconsciente.

O que considero ainda pior nessa dinâmica de autolimitar-se, é que com o passar do tempo acumulando desculpas, passamos a de fato acreditar nelas, e se não tomarmos cuidado, podem se tornar crenças tão poderosas em nossas vidas que haja terapia para desmistificar isso.

Sendo assim, proponho aqui um exercício para praticarmos no decorrer da semana: Sabe aquilo que você vem adiando há algum tempo, por pensar que ainda não é capaz o suficiente, que ainda falta alguma coisa, ou qualquer outra desculpa que você venha usando? Seja lá o que for… pode ser algo pequenininho, mas que te assusta… ou o primeiro passo para um grande desafio… Pegue isso nas mãos (o sentido é figurado), e faça. Não importa como, nem precisa ser perfeito e concluir tudo em um dia só. Apenas mostre a si mesmo(a) que você pode. 😉

Quanto mais de frente enfrentarmos nossos monstros, menores eles vão ficar! 🙂

Grande Bjo,

Mari Marques.

 

“E estou plenamente convicto de que aquele que iniciou boa obra em vós, há de concluí-la até o Dia de Cristo Jesus.” [Filipenses 1.6]

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Preciso falar sobre Ansiedade

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Existem coisas nessa vida que parecem um exagero, até que começam a acontecer com a gente. Seja por falta de empatia ou simples desconhecimento dos fatos, se colocar no lugar do outro exige sempre muito exercício e boas doses de sensibilidade, sendo muito fácil cometermos julgamentos equivocados por mera falta de informação.

Digo isso porque já me vi nesse papel de “incompreensora” sempre que alguém citava as tais crises de ansiedade. Talvez por eu ser uma pessoa naturalmente ansiosa desde sempre, não conseguia vislumbrar algo além das sensações normais que eu tinha em qualquer situação que me provocasse esse sentimento.

Acontece que como diz uma companhia de humor que eu gosto muito: “A vida é uma caixinha de surpresas”. É sim…. e a gente tem de tomar muito cuidado para não “morder a língua” no decorrer dela, porque dói”… rsrs

Comigo foi assim… há aproximadamente 3 anos atrás (talvez um pouco mais ou um pouco menos), tive a minha primeira crise de ansiedade de verdade, e senti vergonha por todas as vezes que me considerei uma pessoa ansiosa, e por todas as outras vezes que tomei como “balela” esse tipo de relato. De lá para cá, ao todo, foram umas 3 crises para valer e um certo medinho de sentir aquilo de novo, que me acompanha até hoje.

E foi justamente por esse motivo que resolvi escrever sobre o tema. Tenho a nítida sensação que depois da primeira crise, os sintomas da minha ansiedade “normal” nunca mais foram os mesmos, e apesar de serem totalmente administráveis, me incomodam bastante, porque sempre acho que posso entrar em pânico novamente: com o coração na boca, suando frio, a visão meio turva, falta de ar e uma certeza maluca de que estou morrendo.

Dizem que ansiedade é excesso de futuro. Acredito que seja mesmo, porque sempre começa com pensamentos acerca do que nem aconteceu ainda… e vai ficando pior na medida em que alimentamos a imaginação. Nesse sentido, bem fala Augusto Cury: “Os pensamentos são os trilhos das emoções”. E tanto o é, que se não os controlarmos, elas irão descarrilar de vez.

Não sei se esse tipo de problema é só mais um reflexo do tempo maluco em que vivemos… Bem provável que seja… Mas o fato é que olhar para dentro de si nunca foi tão necessário como ultimamente. Para mim, é esse exercício de auto analisar-se que faz com que eu identifique os gatilhos da minha ansiedade e já corte o mal pela raiz. Tem dado certo.

A título de exemplo, lembro de uma vez, já aqui no Canadá, quando eu estava voltando para casa depois do curso de inglês, em que fui assolada pela ideia de que tinha esquecido o ferro de passar ligado. Em poucos minutos várias possibilidades imaginárias passaram pela minha cabeça, e todas elas terminavam em tragédia. Foi um período de muita tensão até chegar em casa e constatar que nada estava ligado e esse era só um sintoma da minha ansiedade. Hoje eu acho essa situação muito engraçada, e já consigo identificar quando algo assim é só um reflexo do problema, mas é muito chato.

Graças a Deus eu não cheguei ao ponto de precisar tratar disso clinicamente, já que a coisa toda não evoluiu. Tenho pavor de algum dia ter de tomar esse tipo de medicação, mas sei também que em alguns casos não tem jeito, e só um acompanhamento profissional qualificado pode resolver o problema. É sempre bom ser sincero consigo mesmo e reconhecer quando for necessário aceitar ajuda. Espero em Deus nunca chegar a precisar, mas  não tenho a mente fechada com relação a isso.

Acredito que essa situação só não se tornou um problema ainda maior na minha vida  por conta da minha fé, que me segurou (e sempre segura) nos momentos em que pensei estar perdendo o controle.

Então, para encerrar meu relato, deixo aqui o versículo que foi (e é) meu “mantra” nos momentos de crise, medo ou insegurança: “O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?” (Salmos 27:1). E sempre medito nisso, na certeza de que é Ele quem me sustem. 😉

Grande Bjo,

Mari Marques.

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