Dia 11 – 30 Day Blog Challenge

Diário Blog Challenge

Nada pode atormentar tanto uma existência quanto as possibilidades não realizadas trazidas por uma reflexão que comece com a temida expressão “E se…”.

“E se eu tivesse aceitado aquele emprego?”; “E se eu tivesse feito aquela viagem?”; “E se eu tivesse dito sim em determinada situação?”; “E se eu dissesse não?”

As variáveis são infinitas, e capazes de fazer qualquer um afundar em um mar de frustrações e arrependimentos. Então, prefiro não dar vazão a esse tipo de pensamento e aconselho que você também não o faça. Ao contrário, hoje opto por exercitar a gratidão, mesmo que pelas coisas pequenas.

Na minha época de adolescência eu costumava ser muito reclamona, de modo que vira e mexe me via frustrada por coisas que eu não tinha ou não realizava. Acho que é algo comum nessa fase, mas precisa ser trabalhado para encararmos melhor a vida. E sempre que eu era pega resmungando, meu pai me falava: “Filha, você pode até não ter tudo o que ama, mas precisa amar tudo o que tem”. Naquela época, ouvir isso só me deixava mais irritada, porém hoje entendo que esse é o significado da gratidão que nos liberta do sentimento de insatisfação.

Jamais alguém terá tudo o que sonhou um dia ou verá todos os seus projetos serem bem sucedidos. No entanto, não ter tudo, ao invés de frustrar, pode ser usado como motivo para nos glorificarmos pelo que temos e conquistamos. Pensando assim, sempre que o “e se” resolve passar pela minha mente, o combato com a seguinte pergunta: “Será que isso mudaria o que me faz feliz hoje?”. Como provavelmente a resposta seria “sim”, já não tenho certeza de o quão bom um sonho idealizado poderia ser caso se tornasse real.

Durante um bom tempo me questionei sobre o curso universitário que escolhi, bem como minhas decisões na área profissional. Somos levados a nos posicionar muito cedo nesse sentido, e dificilmente o fazemos com a maturidade de quem se conhece e sabe o que quer. Porém, hoje vejo com clareza que mesmo minhas escolhas que julgo ruins me fizeram melhor de alguma forma, pois trouxeram algum aprendizado e enriqueceram minha bagagem me fazendo quem sou atualmente.

Não podemos mudar o passado, mas só cabe a nós decidir como lidaremos com ele. Pode nos servir como fonte de aprendizado e crescimento ou como motivo de lamúrias por aquilo que não foi. Pessoalmente, escolho a primeira opção, e nela não há espaço para o “e se…”.

“Ser grato torna o que temos suficiente” [autor desconhecido]

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Dia 8 – 30 Day Blog Challenge

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Insegurança

Acredito que nenhum outro sentimento nos prega tantas peças como o da insegurança. Principalmente por nem sempre ser fácil identificá-lo logo de início, já que muitas vezes vem disfarçado em dúvidas ou mesmo excesso de prudência.

Em frase atribuída a William Shakespeare, o mesmo teria dito que “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que seria nosso pelo simples medo de tentar”. E esse “medo de tentar” é justamente o que entendo como a raiz de toda a insegurança que vira e mexe nos assombra. Sei bem disso porque estou sempre lutando contra ela.

Trata-se de uma inimiga ardilosa. Primeiro porque admiti-la requer um pouco mais do que coragem, é necessário clareza sobre si mesmo. E nem sempre  a temos (aliás, difícil tê-la em um primeiro momento). Porém, só quando enxergamos os reflexos da insegurança em nossas atitudes é que estamos aptos a enfrentá-la, não nos deixando sucumbir à tendências de procrastinação e ao mar de indecisões que ela gera.

Daí, percebo que a insegurança, além de ser o “medo de tentar”, é também e em grande parte o “medo de fracassar”. O que não faz sentido, já que o fracasso, por si só é tão relativo, que sua mera possibilidade não deveria ser capaz de nos impedir algo. A bem da verdade, o fracasso costuma ser uma importante etapa em qualquer história de sucesso que lemos por aí. Ter medo dele é boicotar o próprio desenvolvimento.

Acontece que a insegurança fomenta em nós uma série de pensamentos limitantes, como o “não ser boa o bastante”, o “qualquer um faria isso melhor do que eu” ou o”não consigo”, dentre tantos outros que ficaria difícil elencar. E aos poucos eles geram em nós medos infundados, que se não enfrentados podem nos fazer estagnar. Conforme vamos tomando consciência das características da insegurança em nosso comportamento, podemos questionar esses pensamentos limitantes que ela traz, e enfrentar as situações de frente, apesar dos medos, pois saberemos que são apenas um reflexo.

Já me esquivei de algumas oportunidades apenas por insegurança, e já posterguei projetos pelo mesmo motivo. Então, posso dizer com convicção que lidar com o arrependimento é sem dúvidas muito pior do que lidar com um fracasso ou com o julgamento alheio. A vida é uma só, de modo que vivê-la será sempre a melhor opção. Hoje sigo o lema que li uma vez aqui pela internet: “Vai! E se der medo, vai com medo mesmo”. É uma luta constante, nem sempre consigo ser mais forte do que minhas inseguranças, mas sei que nisso só poderei evoluir tentando.

 

Dia 3 – 30 Day Blog Challenge

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Começou intenso esse desafio, me fazendo refletir sobre mim mesma e sentimentos dos mais variados. Apesar de estar achando um bom exercício, não vejo muito o que posso escrever sobre o tema de hoje. Não é tarefa fácil me tirar do sério, então dificilmente vou criar caso com alguma coisa… Sou o que os norte-americanos chamam de “easygoing”, que seria o adjetivo usado para definir uma pessoa fácil de lidar… mas tenho os meus momentos… rs

Tive de parar um tempinho para pensar sobre o que realmente me irrita, e cheguei à seguinte conclusão:

– Mentira

Pode parecer clichê essa resposta, porque é claro que mentira irrita todo mundo, mas aqui eu estou me referindo àquela mentira “do bem”. Quando pessoas que se importam com você, por algum motivo preferem não contar ou amenizar alguma coisa com a intenção de te poupar ou não aborrecer. Me sinto subestimada quando isso acontece, e é um sentimento horrível.

Nesse sentido, acredito piamente na filosofia de Lutero, quando diz: “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço”. Nenhuma ilusão temporária, por melhor que seja, vai ser capaz de amenizar o peso de uma verdade quando ela resolver aparecer. E como ela sempre aparece, melhor que seja encarada de uma vez.

– Promessas não cumpridas

Pela mesma lógica do porquê de a mentira me irritar tanto, prefiro muito mais ouvir um não de cara do que ficar na expectativa de uma promessa que nunca teve a intenção de ser cumprida.

E, ao contrário do que possa parecer, eu não estou me referindo a promessas profundas não. Se tem algo que me irrita muito é me prometerem pizza no jantar e eu ter que me contentar com a minha saladinha mesmo. Ou se quiserem um exemplo real, que vira e mexe acontece na minha dinâmica familiar, é eu estar esperando meu querido esposo chegar em casa trazendo chocolate, e ele simplesmente ter mudado de ideia no caminho e resolvido não passar no supermercado. Já dei “piti” por causa disso. “Shame on me”, mas com chocolate não se brinca!

– Acordar com barulho

Se eu tenho um defeito chato, é o fato de não acordar com o humor muito bom. E isso pode ser potencializado, dependendo da forma como sou acordada. Por esse motivo, gosto de levantar em silêncio, depois que o soneca do despertador já me chamou umas 30 vezes. Tentar agilizar isso, me acordando de forma barulhenta, só vai fazer meu dia ser horrível. Graças a Deus, meu marido respeita muito essa característica, e se eu sou acordada por algum barulho, são sempre fatores externos, como a gaivota que fica gritando no telhado nas manhãs de verão ou alguma obra de manutenção na rua que resolve começar muito cedo.

E vocês aí do outro lado? O que seria capaz de tirá-los do sério?

 

Dia 1 – 30 Day Blog Challenge

Day1

Começando pela apresentação, meu nome é Mariana Marques, sou carioca e atualmente vivo no Canadá com o meu marido. No Brasil, já fui advogada e funcionária pública, mas hoje, longe de casa, estou me redescobrindo profissionalmente e posso dizer que isso reflete boa parte do que sou hoje em dia: alguém em busca, reconstruindo-se.

Acho difícil falar sobre si mesmo, afinal ninguém é uma coisa só o tempo inteiro e, como se não bastasse, o ser humano está em constante transformação, ou pelo menos, espera-se que esteja. Quem eu era há alguns anos atrás se difere de quem eu sou hoje em dia, e por mais que eu tente me definir, haverá grandes chances de a visão que tenho de mim mesma estar equivocada ou um pouco distorcida. Nem sempre é fácil se ver ou ser vista com clareza, é um exercício constante em busca de autoconhecimento e coerência. Mas, no geral, posso dizer que sou uma pessoa calma, embora lide com picos de ansiedade, e apesar de desejar muitas coisas, preciso de pouco para ser feliz… E sou! Daí já se percebe que possuo alguns dualismos.

Mariana

Não gosto de tirar fotos, então esse meu “eu” é de vários meses atrás.

Antes de responder às demais perguntas, faço menção ao post “Para quem eu escrevo?”, onde falo um pouquinho sobre minha relação com a escrita.

O que eu escrevo?

Com base no conteúdo do blog, creio que escrevo de tudo um pouco, desde opiniões sobre algum assunto, passando por dilemas do dia a dia, resenhas de coisas que eu gosto ou indico, troca de informações, reflexões sobre o mundo que eu percebo, e o que mais me der vontade de escrever. Já me arrisquei até na poesia em “Um soneto para o tempo”.

Por que eu escrevo?

Escrevo porque eu gosto. É primariamente um hobby que tem me feito muito bem, e estou encarando cada vez mais a sério. Hoje escrevo buscando me aprimorar ao ponto de encontrar um meio para exercer isso de forma relevante.

Quando e onde eu escrevo?

Na maior parte do tempo escrevo em casa, quando sinto vontade. Para o blog, especificamente, eu tento escrever mais aos fins de semana, para programar as futuras postagens, mas não é uma regra. Acontece muitas vezes de eu sentir me sentir inspirada para escrever sobre algo que acabei de pensar, de modo que não há dia certo. Além disso, tenho um caderninho que mantenho na cabeceira da minha cama que vira e mexe uso para fazer uns rabiscos, sejam ideias, inspirações ou textos que eu dificilmente publicaria agora.

Respondidas as questões, devo dizer foi muito bom pensar sobre elas. Muitas vezes fazemos alguma coisa por gostarmos, mas nem nos perguntamos os porquês. Foi um exercício válido.

Se você também escreve ou tem algum outro hobby, compartilhe aqui nos comentários os seus porquês. Vou gostar de saber.