Diário fitness: Meu desafio

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Desde que me entendo por gente adulta (se é que já cheguei nessa fase) luto comigo mesma para conseguir entrar no ritmo de levar uma vida mais saudável. Hoje em dia já nem tanto pelo fator estética (que é claro, também tem o seu peso), mas principalmente por bem estar mesmo.

Nunca fui uma pessoa visivelmente acima do peso, mas isso não quer dizer que o sedentarismo e um certo “dar de ombros” com a alimentação não encontrem outras formas de trazer a conta. E confesso que nessa fase dos 30 (estou com 33 anos enquanto registro esse texto) parece que essa tal conta ficou mais pesada. É o cansaço, o desânimo, o metabolismo visivelmente mais lento, dentre outras coisas que atrapalham bastante.

Já não estava satisfeita com minhas condições físicas no Brasil, mas quando mudei de país, sinto que além de ter engordado, sucumbi a um estilo de vida bem sedentário. Ano passado (verão de 2017) resolvi dar um basta nisso e voltei a me exercitar e cuidar da alimentação, mas o inverno canadense me puxou para baixo de um jeito, que voltei a estaca zero novamente.

Meu problema sempre foi a constância. Tenho uma certa dificuldade em manter o ritmo a longo prazo, quando passa a minha empolgação inicial. Não sei porque isso acontece comigo, mas é algo que me comprometi a melhorar em mim mesma durante esse ano.

Sem falar que em um ímpeto de animação, lá por janeiro desse ano, me inscrevi em uma corrida de rua famosa aqui em Vancouver. O percurso é de 10 kms e percebi que tenho pouco mais de um mês para treinar. Acho que esse foi o meu estopim para começar a me movimentar (não dou conta de correr 10 kms hoje).

Pensando nisso, tive a ideia de passar a registrar aqui minha evolução. Penso que pode ser uma boa forma de me manter focada. Já que tenho esse blog mesmo, e ele anda bem paradinho de uns tempos para cá… pode ser que dê certo, não é mesmo?!

Além disso, caso eu me mantenha nesse ritmo após a corrida e consiga mesmo me tornar uma pessoa “healthy”, vai ser muito gratificante voltar aqui e ver os meus registros, acompanhar a evolução de resultados e de mente também.

Já fazem duas semanas que comecei a cortar alguns itens da minha alimentação (junk food) e comer de forma mais orgânica e saudável (não sem escorregadas), e nesta semana que escrevo, voltei a frequentar a academia (na qual estou matriculada desde julho passado, mas não dava as caras por lá). Comecei com a alimentação exatamente no dia 22 de fevereiro e voltei à academia dia 05 de março (última segunda-feira).

Registrei meu peso quando iniciei, e estava com 71 quilos (talvez 72kgs, porque a balança não parecia ser muito precisa). Na terça-feira, dia 06 de março, me pesei novamente e já estava com 67kgs. Acredito que perdi 4kgs só de retenção.

Minha meta (só para eu ter como base) é voltar ao peso que tinha quando me casei. Eu pesava 58kgs. Porém, meu objetivo primário, além de conseguir correr 10 kms, é a mudança no estilo de vida mesmo. Quero muito ser uma pessoa mais ativa e ter mais disposição no meu hoje. E pensando no meu amanhã, quero me dar a chance de poder envelhecer bem, sem problemas ou limitações. E sinto que estou em uma fase crucial para começar a pensar nisso, afinal o nosso amanhã é fruto do que plantamos hoje (em todos os sentidos).

Existem muitas outras coisas que quero falar com relação a isso, até porque, essa busca por tentar levar uma vida mais saudável, é algo que sempre vai e volta para mim, pelo menos uma vez por ano. Então, já pesquisei muito, já tive acesso a profissionais, e hoje tenho uma clara ideia do que preciso fazer, só me falta o foco para manter. No entanto, não tem como falar tudo em um post só.

Assim, a partir de hoje, todas as sextas-feiras vou deixar aqui os meus registros semanais dessa minha peleja, na esperança de que não seja apenas mais um fogo de palha e certos novos hábitos realmente virem parte da minha vida. A ideia é que sejam posts paralelos ao conteúdo normal do blog (que não é e não será sobre vida fitness).

Sem me alongar ainda mais, minhas medidas hoje são as seguintes:

  • Busto = 94cm
  • Tórax = 87,5cm
  • Braços = 29,5cm (esq.) e 29cm (dir.)
  • Cintura = 75,5cm
  • Abdômen = 90cm
  • Quadril = 97,5cm
  • Coxas = 58cm (esq.) e 57,5cm (dir.)
  • Panturrilhas = 33cm (esq.) e 34cm (dir.)

Volto nelas futuramente. 😉

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Inspiração para Escrever

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Já perdi a conta de quantas vezes me vi debruçada em determinado assunto, rodeada por um mar de pensamentos e considerações, mas ao tentar transformar tudo isso em texto não conseguir finalizar sequer um parágrafo. Também não raro de me acontecer é saber o que escrever, mas naquele momento não ter muita vontade.

Aliás, esse fator falta de vontade lamentavelmente me persegue e atrapalha também em outras áreas de interesse, mas isso é tema para outro post. Por hora, devo apenas confessar que sinto uma pontinha de inveja (forma de dizer, mas sem a conotação pesada) daqueles que transformam pensamentos em palavras quase que instantaneamente.

Eu tenho de meditar, pensar muito, antes que uma reflexão interna vire texto. E muitas vezes quando finalmente ganha forma, sinto que não é bem o que eu queria passar, ou simplesmente acho raso demais comparado com o que eu tinha em mente.

A graça da escrita, para mim, é colocar para fora algo que estaria me “martelando” por dentro. E enquanto está lá, internamente, nesse meu universo paralelo, tudo o que tenho a dizer parece ser tão incrível, que sempre me decepciono em algum nível quando chego a externar isso. Daí até entendo minha falta de vontade algumas vezes.

Talvez seja o treino que me falte, a constância principalmente, ou mesmo aprender a gerenciar meus pensamentos. Talvez seja uma questão de encontrar o sentido certo. Talvez seja apenas o medo do julgamento que me torna incapaz de soltar tudo o que carrego aqui dentro (sério… como se livra desse medo da opinião alheia?!). Talvez seja tudo ao mesmo tempo e até mais algumas razões que desconheço.

Contudo, a inspiração, propriamente dita, ela sempre existe. Em certos momentos mais barulhenta e em outros quase inaudível, mas está sempre lá. Há sempre algo a ser dito mesmo que não haja alguém para ouvir. Administrar esse “barulho” é que nem sempre é tarefa fácil (nunca é).

Sigo tentando.

Chegamos em março?!

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O ano mal começou e já estamos no mês de março. Praticamente 1/4 dos prometidos doze meses (se minhas associações matemáticas estiverem certas), e a impressão que tenho é que só pisquei os olhos. Talvez até tenha sido isso mesmo, já que viver no piloto automático parece estar virando rotina nos dias de hoje.

Todos possuem uma série de tarefas para cumprir, e pulando de uma para a outra, nem percebemos que, nesse ínterim, possibilidades passam por nós sem que sequer avaliemos novas oportunidades. E veja bem, não me refiro apenas aquelas oportunidades que trazem mudanças incríveis de vida, pois estas são de certo modo até fáceis de perceber. No entanto, viver plenamente não é um conjunto de grandes experiências apenas, mas principalmente um dia a dia bem aproveitado, em todas as suas singelezas, de um simples banho de banheira relaxante até um novo aprendizado capaz de ampliar horizontes.

Quando 2018 chegou, ao contrário dos últimos anos, resolvi não fazer resoluções. Até porque, geralmente tenho sempre uma lista de coisas a realizar durante o ano, e em 6 meses já mal me lembro delas. Decidi então, que seria melhor me focar em metas mensais e, constatei o que já sabia faz tempo: um mês passa muito rápido.

Posso dizer, com certeza, que de tudo o que me propus entre janeiro e fevereiro, realizei apenas 50%. Imagine só o que deve acontecer quando estabeleço metas anuais?! E aonde quero chegar com esse breve devaneio?! De nada adianta a empolgação dos recomeços se as expectativas não forem realistas, e muito menos se com os olhos em algum objetivo, esquecemos de perceber os caminhos que tomamos.

Cada um de nós possui o próprio passo, o próprio ritmo, que nos permitem construir uma história única e sem comparações. Não faria sentido atingir uma resolução pessoal, por menor que fosse, sem percebermos as sutilezas de todo o percurso para essa conquista. É nesse trajeto que somos moldados e é aí que estará todo o ganho, independente do resultado final.

Daí porque, tenho achado muito mais vantagem focar em um mês por vez. Fica mais fácil o “se perceber”.

Ainda temos nove meses pela frente até voltarmos a nos renovar para o ano seguinte. Que sejam meses de aprendizado e aprimoramento. Mas, principalmente, que sejam meses bem vividos, sem oportunidades desperdiçadas, mesmo se o ponto auge for apenas uma volta no parque ou uma conversa despretensiosa entre amigos. Seja como for, que os próximos meses façam valer um ano de nossa história. Só depende de nós escolher vivê-los bem… renovando-nos a cada dia.

 

Lista de Desejos: o que eu gostaria de ganhar.

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Muita atenção! O post de hoje servirá como sugestão para quem quer presentear alguém nas festas de fim de ano, mas na verdade se trata de uma dica para quem está pensando em qual presente vai me dar! Espero que essa “indireta” chegue a quem é de direito! Me certificarei disso! rsrs

Dezembro é o mês do meu aniversário (que aliás, foi ontem) e também traz as festividades de fim de ano que gosto tanto, apesar de sempre me deixarem um pouco melancólica. Quem me conhece, sabe que não faço questão de ganhar presentes, me sinto até meio sem graça quando recebo um. E presentes em razão do Natal, acho que fazem menos sentido ainda, porque não deveria ser a razão dessa festa no final das contas. Mas, cá entre nós, também não irei reclamar se ganhar, não é mesmo?! rs

Pensando nisso, fiz a minha “listinha de desejos”, com alguns livros que gostaria de ler no próximo ano. O critério é totalmente subjetivo, mas caso você se identifique com as minhas razões, deixo aqui as sugestões:

– Livro: Graça Extravagante, de Barbara R. Duguid

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Li um trecho desse livro, compartilhado pelo site do Voltemos ao Evangelho, e senti que é o tipo de conteúdo que eu preciso ler. A autora fala sobre o poder da graça divina, usando seu próprio testemunho para ilustrar. De acordo com a sinopse, é um livro sobre os propósitos de Deus para nossas falhas e culpas.

 

– Livro: O Racionalista Romântico, por John Piper e David Mathis

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Não escondo de ninguém minha identificação com a obra de C.S. Lewis. No entanto, o conhecimento biográfico que tenho sobre o autor é muito superficial. Gostaria muito de ler algo mais profundo sobre a vida de Lewis, como esse livro promete ser. Sem contar que a obra é organizada por John Piper, cujo ministério admiro muito, de modo que a biografia deve trazer uma perspectiva da vida cristã de Lewis.

– Livro: O Pai Goriot, de Balzac

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Só porque já entrei na faixa dos 30, e acho pertinente começar a ler Balzac. Há muito anos atrás, li em uma extinta revista de Literatura uma resenha sobre a obra O Pai Goriot e já naquela época quis ler, mas, por mais que pareça bobagem hoje em em dia, conclui ser algo que deveria guardar para os meus 30. Enfim… está na hora.

 

– Livro: Os Vestígios do Dia, de Kazuo Ishiguro.

Os Vestígios do Dia - Kazuo Ishiguro

Kazuo Ishiguro é o ganhador do prêmio Nobel de literatura este ano, mas nunca li nada dele. Gostaria de começar com este, por ser o mais repercutido do autor, com direito até a adaptação para o cinema em filme homônimo, mas também ficaria feliz em ganhar algum outro de sua autoria.

 

– Planner para o Ano Novo.

É gente… Esse ítem entra na lista de desejos em razão da minha eterna peleja em busca de mais organização na vida. Até acho que tive evolução, mas neste ano de 2017 tentei eu mesma fazer um planner e não sei bem em qual parte do caminho me perdi. Para 2018, quero muito encontrar um já pronto (que seja intuitivo e economicamente acessível), com o qual eu me identifique e possa me acompanhar durante todo o novo ano. É o tipo de presente que eu mesma terei de me dar, pois acredito que quanto maior a minha identificação com ele, mais efetivo ele será.