Dia 3 – 30 Day Blog Challenge

Diário Blog Challenge

Começou intenso esse desafio, me fazendo refletir sobre mim mesma e sentimentos dos mais variados. Apesar de estar achando um bom exercício, não vejo muito o que posso escrever sobre o tema de hoje. Não é tarefa fácil me tirar do sério, então dificilmente vou criar caso com alguma coisa… Sou o que os norte-americanos chamam de “easygoing”, que seria o adjetivo usado para definir uma pessoa fácil de lidar… mas tenho os meus momentos… rs

Tive de parar um tempinho para pensar sobre o que realmente me irrita, e cheguei à seguinte conclusão:

– Mentira

Pode parecer clichê essa resposta, porque é claro que mentira irrita todo mundo, mas aqui eu estou me referindo àquela mentira “do bem”. Quando pessoas que se importam com você, por algum motivo preferem não contar ou amenizar alguma coisa com a intenção de te poupar ou não aborrecer. Me sinto subestimada quando isso acontece, e é um sentimento horrível.

Nesse sentido, acredito piamente na filosofia de Lutero, quando diz: “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço”. Nenhuma ilusão temporária, por melhor que seja, vai ser capaz de amenizar o peso de uma verdade quando ela resolver aparecer. E como ela sempre aparece, melhor que seja encarada de uma vez.

– Promessas não cumpridas

Pela mesma lógica do porquê de a mentira me irritar tanto, prefiro muito mais ouvir um não de cara do que ficar na expectativa de uma promessa que nunca teve a intenção de ser cumprida.

E, ao contrário do que possa parecer, eu não estou me referindo a promessas profundas não. Se tem algo que me irrita muito é me prometerem pizza no jantar e eu ter que me contentar com a minha saladinha mesmo. Ou se quiserem um exemplo real, que vira e mexe acontece na minha dinâmica familiar, é eu estar esperando meu querido esposo chegar em casa trazendo chocolate, e ele simplesmente ter mudado de ideia no caminho e resolvido não passar no supermercado. Já dei “piti” por causa disso. “Shame on me”, mas com chocolate não se brinca!

– Acordar com barulho

Se eu tenho um defeito chato, é o fato de não acordar com o humor muito bom. E isso pode ser potencializado, dependendo da forma como sou acordada. Por esse motivo, gosto de levantar em silêncio, depois que o soneca do despertador já me chamou umas 30 vezes. Tentar agilizar isso, me acordando de forma barulhenta, só vai fazer meu dia ser horrível. Graças a Deus, meu marido respeita muito essa característica, e se eu sou acordada por algum barulho, são sempre fatores externos, como a gaivota que fica gritando no telhado nas manhãs de verão ou alguma obra de manutenção na rua que resolve começar muito cedo.

E vocês aí do outro lado? O que seria capaz de tirá-los do sério?

 

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Dia 1 – 30 Day Blog Challenge

Day1

Começando pela apresentação, meu nome é Mariana Marques, sou carioca e atualmente vivo no Canadá com o meu marido. No Brasil, já fui advogada e funcionária pública, mas hoje, longe de casa, estou me redescobrindo profissionalmente e posso dizer que isso reflete boa parte do que sou hoje em dia: alguém em busca, reconstruindo-se.

Acho difícil falar sobre si mesmo, afinal ninguém é uma coisa só o tempo inteiro e, como se não bastasse, o ser humano está em constante transformação, ou pelo menos, espera-se que esteja. Quem eu era há alguns anos atrás se difere de quem eu sou hoje em dia, e por mais que eu tente me definir, haverá grandes chances de a visão que tenho de mim mesma estar equivocada ou um pouco distorcida. Nem sempre é fácil se ver ou ser vista com clareza, é um exercício constante em busca de autoconhecimento e coerência. Mas, no geral, posso dizer que sou uma pessoa calma, embora lide com picos de ansiedade, e apesar de desejar muitas coisas, preciso de pouco para ser feliz… E sou! Daí já se percebe que possuo alguns dualismos.

Mariana

Não gosto de tirar fotos, então esse meu “eu” é de vários meses atrás.

Antes de responder às demais perguntas, faço menção ao post “Para quem eu escrevo?”, onde falo um pouquinho sobre minha relação com a escrita.

O que eu escrevo?

Com base no conteúdo do blog, creio que escrevo de tudo um pouco, desde opiniões sobre algum assunto, passando por dilemas do dia a dia, resenhas de coisas que eu gosto ou indico, troca de informações, reflexões sobre o mundo que eu percebo, e o que mais me der vontade de escrever. Já me arrisquei até na poesia em “Um soneto para o tempo”.

Por que eu escrevo?

Escrevo porque eu gosto. É primariamente um hobby que tem me feito muito bem, e estou encarando cada vez mais a sério. Hoje escrevo buscando me aprimorar ao ponto de encontrar um meio para exercer isso de forma relevante.

Quando e onde eu escrevo?

Na maior parte do tempo escrevo em casa, quando sinto vontade. Para o blog, especificamente, eu tento escrever mais aos fins de semana, para programar as futuras postagens, mas não é uma regra. Acontece muitas vezes de eu sentir me sentir inspirada para escrever sobre algo que acabei de pensar, de modo que não há dia certo. Além disso, tenho um caderninho que mantenho na cabeceira da minha cama que vira e mexe uso para fazer uns rabiscos, sejam ideias, inspirações ou textos que eu dificilmente publicaria agora.

Respondidas as questões, devo dizer foi muito bom pensar sobre elas. Muitas vezes fazemos alguma coisa por gostarmos, mas nem nos perguntamos os porquês. Foi um exercício válido.

Se você também escreve ou tem algum outro hobby, compartilhe aqui nos comentários os seus porquês. Vou gostar de saber.

Para quem eu Escrevo?

ESCRITORA

Comecei este blog no ano passado (2016), com a ideia inicial de relatar algumas experiências ou trapalhadas da vida doméstica e minha peleja por uma vida mais organizada, ou seja, a ideia era que o blog fosse um diário sobre algumas mudanças que eu gostaria de implementar. Nem preciso dizer que nunca foi apenas sobre isso, e acabei deixando de lado, passando a escrever esporadicamente e voltando aos textos apenas em março deste ano.

O que me motivou a voltar? Foi um comentário que recebi em um post antigo sobre minha mudança para o Canadá, onde eu meio que “explicava” o porquê de não estar escrevendo por aqui, atribuindo a “culpa” ao meu processo de mudança do país. Claro que isso também contribuiu, mas não foi o único motivo. Até então, eu acreditava que ninguém, além da minha mãe estava me lendo, e receber esse retorno realmente me deu uma injeção de ânimo.

Minha história com a escrita é muito antiga, remonta aos tempos de colégio… mas é uma habilidade que eu só exerci em algumas fases e quase nunca para fins pessoais. Escrever aqui despertou em mim uma paixão adormecida e tem se tornado uma necessidade. Me sinto um pouco diferente a cada texto, quase como em uma sessão de análise. Tanto que, quando releio os primeiros posts aqui do blog (coisa que não gosto muito de fazer), tenho a sensação de que escreveria de forma diferente, mesmo com tão pouco tempo de distância.

Não sei bem ainda qual é a minha linha narrativa. Quero muito encontrá-la , mas acredito que seja um processo. Gosto muito de escrever dissertações sobre temas que me fazem refletir, pois acabo me debruçando sobre eles e me redescobrindo ali. Contudo, conforme tenho desbravado esse universo, venho sentindo um desejo de me aventurar em textos mais literários e simplesmente ver no que dá. Creio que tudo ao seu tempo.

Muitas vezes, quando busco ler textos de escritores mais experientes, seja em prosa ou obras mais poéticas, tenho a nítida sensação de que estou há anos luz de distância, mas isso não chega a me incomodar. É mais um incentivo para continuar tentando melhorar.

Acontece que hoje eu escrevo para mim. Tem sido um catalisador para lidar com meus receios, absorver melhor algumas experiências, entender minhas percepções, registrar o que descubro pelo caminho. Talvez para um leitor mais experiente, meus textos podem até parecer rasos, mas penso que a profundidade em qualquer arte vem com o tempo. E eu pretendo conquistar a minha.

Não confunda esse desejo com uma possível necessidade de alimentar o ego, tem mais a ver com o entusiasmo gerado por ter me encontrado em uma forma de expressão. Sendo assim, não vejo outra alternativa além de seguir praticando.

Não posso negar que desejo profundamente conquistar alguém nesse caminho.

Um Soneto para o Tempo

tempo

Ah… O tempo! Assunto que tem me feito refletir muito ultimamente, já me rendeu até um post, e chega a me petrificar muitas vezes. Implacável, amigo, conselheiro, algoz… São muitas as vertentes deste ao qual todos nós estamos sujeitos, querendo ou não, já que ele vai passar por nós mesmo quando estivermos omissos. Afinal, viver é isso: ver um dia após o outro renascendo. E tempo bom é tempo bem vivido.

Pensando nisso, compartilho aqui um singelo soneto de minha autoria. Posso considerar como meu primeiro, já que não me lembro de escrever um desde a época de colégio.

 

Acaso o tempo pode reinar?

Nos ponteiros do relógio que batem sempre intermitente

Ele é rei e não gosta de brincar

Faz apenas o que lhe deixa contente

 

Há quem ache que não precisa o tempo acompanhar

Mas se volta impotente

Mesmo que assim não se sinta amplamente

Pois o trem da vida nunca vai parar

 

E nessa viagem

De destino incerto

O tempo tem vantagem

 

Estando longe ou perto

Quem não tem coragem

Do tempo fica sempre à margem

 

Grande Bjo,

Mari Marques.

 

*Soneto escrito em 22/09/2017.