Um texto sobre inconstâncias.

constância

Assim que o ano virou, comprei um planner que prometia ajudar a me manter focada, a fim de tornar o meu 2018 mais produtivo. Até que tem ajudado. Tanto que, de certa forma, me fez refletir sobre alguns padrões que sempre repito.

Logo no primeiro mês, lá em janeiro, a proposta trazida pela desenvolvedora do planner foi encorajar que, ao invés de estabelecer metas a serem cumpridas, o leitor escolhesse uma única palavra sobre a qual se desejasse pautar todos os próximos 12 meses. A ideia é que a palavra tenha um significado pessoal suficiente para inspirar todo o comportamento durante o ano.

Achei a proposta genial, e nem precisei pensar muito. Creio que em algum nível todos sabemos o que fazemos ou não de errado. Assim, minha palavra escolhida foi constância.

Parei para refletir em tudo o que já iniciei de algum forma e acabei deixando de lado após alguns meses,  semanas ou até mesmo dias. Cheguei à conclusão de que se tivesse levado qualquer um dos meus antigos “starts” com constância, à essa altura poderia ser uma grande pianista, uma talentosa pintora, uma karateca medalhista ou até uma musa fitness… Quem sabe?! rs

Não que eu me corroa em remorso, achando que teria feito grande diferença no meu presente ter realizado até o fim alguma dessas atividades. A bem da verdade, nunca saberei com certeza, e aceito isso. No entanto, também não creio que “dar de ombros” seja a melhor forma de lidar com minhas inconstâncias. Daí o porquê da palavra escolhida.

Lembro que no curso de inglês passamos alguns meses lendo um dos livros de John Grisham, autor de bestsellers como “O Dosiê Pelicano” e a “A Firma”, ambos adaptados para o cinema. E na época a professora comentou que ele começou a escrever nas poucas horas que sua bem-sucedida carreira de advogado permitiam, levantando às 5 horas da manhã todos os dias apenas para escrever um pouco antes de ir para o trabalho. Fez isso durante 3 anos até terminar seu primeiro romance (Tempo de Matar), que foi um fracasso (apesar de eu ter achado o filme incrível), mas não o suficiente para fazê-lo desanimar, já que emendou no hábito começando logo a escrever seu próximo romance, A Firma, que trasnformou-o em um autor premiado. Todo esse empenho possibilitou John Grisham largar o direito para fazer o que de fato amava, se tornar escritor em tempo integral, e daí em diante, passou a escrever um romance por ano, sempre figurando na lista dos mais lidos.

Isso, minha gente, é constância. E é justamente o que busco para mim no próximos meses. É focar em algo que considere importante em algum nível e fazer disso um hábito religioso, mesmo que não hajam resultados visíveis. É manter-se no foco apesar de qualquer coisa. É não desistir mesmo que tudo aponte para isso.

Já adianto que está sendo difícil pra caramba. E imaginava mesmo que seria. Daí penso que no meu mar de inconstâncias, talvez meu maior desafio seja justamente ser constante na constância.

 Até breve.

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