Dia 9 – 30 Day Blog Challenge

Diário Blog Challenge

Em se tratando de “palavras de sabedoria” logo me vem a mente um dos escritores que mais fala comigo ultimamente. Me refiro a C.S Lewis. E quem acompanha o blog já deve imaginar que provavelmente vou citar alguma mensagem que me foi deixada após a leitura de “Os Quatro Amores”, livro do autor que me trouxe reflexões profundas.

“o amor passa a ser um demônio no instante em que passa a ser um deus”

Esta foi a citação que me motivou a ler o livro, e depois de lê-lo, o sentido que tirei dela foi o que mais me impactou. Pois como o próprio Lewis aconselha mais a frente enquanto disserta sobre o amor, “não deixe que a sua felicidade dependa de algo que você pode perder.”

A linha entre o amor e a adoração é bem tênue, tanto que os “pecados de amor” são geralmente atenuados na consciência popular (me incluo nisso). Mas colocar o amor no mesmo patamar daquilo que é divino pode trazer consequências desastrosas tanto para quem ama como para o ser amado.

O amor é um reflexo do divino em nós, mas não pode ser confundido com um deus, sob o risco de tornar-se nocivo, já que nunca seremos perfeitos para manifestá-lo de forma perfeita. Nosso amor, assim como nós, é falho. Se dermos a ele o poder de um deus, corremos o risco de usá-lo apenas para justificar nossas imposições egoístas, sem nos darmos conta que nosso amor humano, como nós, possui mais características de necessidade do que de doação. E para atender essas necessidades, o amor endeusado pode ser capaz das piores arbitrariedades, tornando-se um demônio.

É claro que aqui estou simplificando as considerações. E ler “Os Quatro Amores” de Lewis me fez chorar copiosamente em alguns momentos, tamanho o poder de suas exortações (para mim, pois é claro que a experiência será sempre pessoal).

Acontece que a ideia de amor para mim sempre foi das mais românticas. Aquela do amor “exagerado”, “inventado”, “jogado aos seus pés”, como acredito que seja para boa parte da minha geração. Então é claro que já me vi muitas vezes dando ao meu amor um status de deus. Inconscientemente, sem dúvidas, mas confesso que ainda percebo pecar por isso, apesar de tentar arduamente me policiar.

Nosso amor humano é tão imperfeito e está depositado em estruturas tão falhas, que não dá para fugir do fato de que iremos perdê-las em algum momento, seja por circunstâncias provocadas ou por tristes fatalidades. Assim, tratar o amor como um deus, depositando nele a razão de nossa felicidade é receita certa para um futuro amargo.

E é isso que extraio como ensinamento dessas “palavras de sabedoria”. 🙂

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