Dia 6 – 30 Day Blog Challenge

Diário Blog Challenge

Vida Real X Vida Virtual.

Após o advento das redes sociais, trazendo toda uma nova forma de interação entre as pessoas, acredito que nossa percepção de mundo se transformou muito, e continua se transformando. A linha entre o que de fato é real e aquilo que se quer ser ou mostrar ficou muito tênue, e se confunde muitas vezes. Requer de nós constante análise e senso crítico, para não cairmos na armadilha de sermos movidos por “curtidas” ou “views”, que satisfazem o ego mas podem nos deixar ocos por dentro.

É praticamente impossível optar por ficar totalmente à margem dessa nova dinâmica, seria quase que uma forma de alienação. A virtualidade é sim uma ferramenta de comunicação e informação muito poderosa nos dias atuais, e se bem usada pode ser incrivelmente benéfica. No entanto, é cada vez mais importante cuidar para não sermos dominados por ela de forma negativa.

Tarefa difícil encontrar alguém infeliz nas redes. A sensação é de que todos os seus contatos possuem vidas exuberantemente incríveis e livres de problemas. E, cá entre nós, tudo bem que seja assim, pois todos optam por mostrar o que têm de melhor, afinal ninguém é obrigado a compartilhar dissabores. Aliás, acredito que os poucos que o fazem talvez possuam objetivos não muito nobres, já que atrair piedade também é uma forma de confortar um orgulho doente.

Porém, uma coisa que me incomoda e eu percebo com frequência em alguns perfis, é a “fabricação de momentos”. Quando fotos são tiradas e textos são escritos com o fim específico de gerar reações. Considero de certo modo natural aumentarmos alguma descrição, já que é normal lembrarmos das coisas de forma melhor do que realmente foi. No entanto, quando a vida virtual passa a ser o objetivo de determinada experiência na vida real, mesmo que subjetivamente, já acho que é hora de dar um “pause” nas postagens e tentar observar o que está acontecendo consigo.

Não é raro ir a um restaurante ou a um show e ver pessoas mais preocupadas em tirar fotos e compartilhar nas redes, enquanto a vida está ali acontecendo. Tire fotos, registre seus momentos para a posteridade, mas não deixe a comida esfriar enquanto escreve um post. Não deixe a sua música favorita terminar sem você perceber porque estava checando o número de curtidas.

Já me vi cair nessa armadilha, então pode ter certeza de que isso não é uma crítica, apenas uma observação sobre uma tendência que se não cuidarmos, nos deixamos facilmente levar. E aí entro na resposta à pergunta inicial: Qual a diferença entre a minha vida pessoal e virtual? Hoje, se eu tiver dúvida sobre as minhas razões, prefiro não postar.

A vida virtual, acaba sendo sim um reflexo de quem somos, mas não pode ser capaz de nos definir ou falar tudo sobre nós. Ali é possível ter uma vaga ideia dos gostos, opiniões e momentos importantes na vida de alguém, mas o conhecer essa pessoa deve ficar restrito ao trato pessoal. E não é o número de curtidas que pode ser capaz de dizer quem é “legal” ou não.

Então, a diferença é que a minha vida virtual é apenas uma vertente trazendo um breve lampejo do que sou, nunca a totalidade. Algumas opiniões só darei pessoalmente, e se me perguntarem. Meus momentos memoráveis são só meus. E o que faço na intimidade não interessa a ninguém, então prefiro não compartilhar ali. Porque entre viver e postar, o melhor é viver, mesmo que não hajam curtidas.

 

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