Reflexões sobre o tempo

fog-1208283_1920

Engraçado como de tempos em tempos precisamos apertar o botão off para ganharmos alguma perspectiva sobre nós mesmos. As vezes isso acontece de forma consciente, nos levando a uma auto-reflexão mais profunda e ajudando a balancear algumas decisões. Porém, nem sempre é assim, e por diversos momentos nos vemos em um marasmo involuntário, que nos deixa sem muita vontade de fazer qualquer coisa.

Já me vi nas duas situações, e dentre elas, creio que a segunda seja a pior de se viver, pois, pelo menos eu, espero por uma epifania toda vez que isso acontece, mas raramente ela vem. Porque a verdade é que nem sempre existirão motivos ou uma explicação para essa pausa não planejada. Certas vezes a gente só desanima mesmo e precisa se desligar, quase como um botão interno de atualização.

Confesso, e não poderia negar, que quando me percebo vivendo em um “hiato” daquilo que previamente planejei me sinto extremamente frustrada. Bem como naquela expressão: “nadando sem sair do lugar”. Parece que é o tempo pregando uma peça para provar que não adianta tentar controlá-lo, já que ele não se importa muito com os passageiros, cabe a cada um não perder o trem que com ele irá passar.

De qualquer forma, tenho tentado desassociar eventuais pausas da ideia de tempo perdido, pois percebo cada vez mais que o que faz ele ter esse status ou não é a forma como encaro a situação.  Ora, a vida é um processo, e por mais que pareça improdutivo algum período, cada ser humano nessa terra terá o seu próprio ritmo e algo diferente a aprender ou aperfeiçoar. Então, por que praticamente todos se pautam no mesmo planejamento cronológico para determinar se o tempo foi bem empregado e o tal sucesso de vida foi alcançado? Se até o conceito de sucesso é subjetivo, que dirá o de tempo?!

A pior característica da nossa geração é tentar padronizar o que deveria ser individual. Nem todos vão ser felizes casando aos 28 anos e sendo mãe/pai aos 30. Nem todos precisam ter uma conta bancária com muitos zeros antes dos 35 anos para viverem experiências incríveis. Alguns levarão muito mais para encontrarem sua vocação. E nada disso pode significar fracasso ou mal emprego do tempo, pois são os retratos de cada história.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade que só enxerga os resultados, mas não percebe que é o percurso até eles que nos transforma. Então, se não quer perder tempo, curta o tempo que tem, mesmo que para muitos pareça perda de tempo. Aproveite até os hiatos, porque nem toda pausa precisa significar tempo perdido, é só não não encará-las assim. Conheça e respeite o seu próprio tempo, ao invés de se pautar no que foi convencionado sei lá por quem.

Se vai dar certo ou não…. é, só o tempo! rs Mas não quer dizer que será ruim só porque demorou mais ou não saiu como o planejado dentro daquele prazo. Arrisco dizer até que melhor é que fuja mesmo dos planos, para que seja único e mais seu.

Desejo sucesso, mas no seu próprio tempo!

Grande Bjo,

Mari Marques.

Anúncios

Um comentário sobre “Reflexões sobre o tempo

  1. […] O tempo! Assunto que tem me feito refletir muito ultimamente, já me rendeu até um post, e chega a me petrificar muitas vezes. Implacável, amigo, conselheiro, algoz… São muitas as […]

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s