Refletindo sobre o Amor no Dia dos Namorados

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Hoje, dia 12 de Junho, é comemorado o Dia dos Namorados no Brasil, e dado o frenesi que vejo nas redes sociais com relação a esse dia, achei pertinente tirar alguns minutos para refletir sobre certos significados.

Como falei na semana passada, no post “Ele odeia o Dia dos Namorados. E agora?”, aqui em casa nós não damos tanta importância assim para essa data. Ainda mais estando aqui no Canadá, onde o dia dos namorados já passou faz tempo (como também no restante do mundo). Porém, o bombardeio de informações sobre “o que deveria ser um relacionamento perfeito” é tão grande, que as vezes me pego querendo fazer algo diferente nesse dia.

Com relação a isso, o que tomo cada vez mais como cuidado quanto a esse “desejo” de comemoração é o exercício de definir bem meus próprios porquês: Quero mesmo fazer algo diferente exatamente hoje para curtir nosso relacionamento (mesmo que ninguém saiba) ou isso será apenas para mostrar aos outros que fiz alguma coisa interessante e tenho um “relacionamento legal”?

Acontece que se a motivação estiver na segunda alternativa, é definitivamente melhor não fazer nada. As redes sociais já estão cheias disso: pessoas se esforçando para mostrar o que não são, apenas para satisfazer a curiosidade de quem elas nem conhecem direito ou mesmo só para ganhar umas “curtidas” que massageiam o ego. E cá entre nós, os casais mais felizes que eu conheço pessoalmente não costumam cair nessa… justamente porque não se trata de um dia específico no ano, o amor mesmo é demonstrado quando você não tem obrigação nenhuma e mesmo assim decide estar ali pelo seu alguém.

Somos assolados o tempo inteiro, e principalmente nessa época do ano, por propagandas e clichês fantasiosos que insistem em nos empurrar um padrão pré-determinado como sendo o único caminho para uma felicidade que, na realidade, é inalcançável e não tem nada de real, já que somos complexos demais para cabermos todos em uma mesma fórmula. Um amor de verdade vai tão além disso tudo que não serve em rótulos. Tanto é, que nem sempre o que for “perfeito” para mim vai ser considerado da mesma forma por outra pessoa, e vice-versa.

Por essas e outras é que em certos momentos, como o do Dia dos Namorados, considero  melhor apertar um pouco o “botão off” e parar de olhar o que está acontecendo em volta. Você vai perceber que amor bom é o seu… que pode não ser prefeito como o que tentam nos vender pela TV, mas que sendo de verdade, não precisa de muito para te fazer feliz.

Lembre-se que todo Amor é fruto de uma construção diária, o que exige dedicação constante… e um dia jamais seria o suficiente para determinar quão bom ele é ou pode ser.

Grande Bjo,

Mari Marques.

 

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