Being Erica #DicaDeSérie

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Hoje gostaria de indicar uma série que me foi sugerida pela minha irmã (minha referência cult para filmes e séries… rs) e gostei muito, porque traz um roteiro do qual me identifico bastante atualmente.

Trata-se de “Being Erica”, série canadense (isso foi coincidência), que apesar de não ser tão recente (2009), traz uma temática muito atual, principalmente para nós mulheres.

Erica é uma mulher no início dos 30 anos, e se pega questionando todas as esferas de sua vida, e os reflexos das escolhas que fez até então. Situação nada familiar, não?! rs

Logo no primeiro episódio, ela tem a oportunidade de fazer uma terapia um tanto quanto não convencional, com um tal de Dr. Tom, que a permite voltar em algumas situações do passado e agir como pensa que teria sido melhor para os reflexos do seu presente.

Nesse processo, vamos conhecendo melhor as “questões” da personagem, e nos identificando em muitos aspectos também. Isso torna a série incrível, pois alguns dos desafios e arrependimentos da personagem, são muito prováveis de afetar qualquer uma de nós.

Em suma, para mim os ensinamentos da série giram em torno da importância do auto-conhecimento, e do mudar o que pode ser mudado, aceitando-se o que não pode. Ficando claro em alguns episódios que o mais importante não é a mudança da situação, mas sim da perspectiva, o que nos leva a várias reflexões.

Enfim… Achei a série muito interessante, tanto pela história quanto pelo o que ela provoca no espectador, mas infelizmente só assisti a primeira temporada das quatro que a integram. Com certeza vou terminar de assistir, porque, sem sombra de dúvidas, já é uma das minhas séries favoritas.

Abaixo a sinopse oficial:

“No colegial, Erica pensou que iria crescer, conhecer o cara, ter a carreira e um casal de filhos. Mas isso nunca aconteceu. Agora, ela tem a chance de uma vida. Erica conhece o misterioso Dr. Tom, um terapeuta que parece saber muito sobre ela.”

Fica aqui minha dica! Se você já viu ou se decidir assistir e gostar, deixe suas impressões nos comentários! 😉

Grande Bjo,

Mari Marques,

 

 

 

Casa e trabalho. Será que toda mulher dá conta?

Casa X Trabalho

Dias atrás, eu estava navegando em uma dessas plataformas de perguntas públicas e um dos questionamentos que mais me chamou a atenção foi o de uma mulher, que não se identificou, em tom quase que de desespero, querendo saber se toda mulher consegue conciliar bem os afazeres da casa com o trabalho ou se o problema era só com ela.

Já me identifiquei de cara, e cliquei na pergunta para ver os comentários. É meninas…. se serve de consolo, parece que não é fácil para ninguém. rs

Fazem algumas semanas que comecei a arriscar trabalhar aqui no Canadá, com a carga horária beeeemmmm mais leve do que a que eu tinha no Brasil, mas mesmo assim foi o suficiente para fazer meu Projeto FlyLady entrar em um tremendo stand by.

E por mais que as coisas já estejam começando a se adaptar, confesso, não sem um pouco de vergonha e uma bela pitada de frustração, que se não fosse o marido ajudando, a casa já estaria inabitável a essa altura. :/

É claro que na realidade dos tempos de hoje, acho impensável uma dinâmica doméstica onde só uma das partes participe ativamente. Dividir tarefas não é apenas necessário, mas saudável para o relacionamento.

Acontece que, por melhor que seja a ajuda recebida, tem coisas que eu gostaria muito de dar conta sozinha, sabe. Um tipo de orgulho feminino, que eu ainda não sei bem se é natural à todas as mulheres ou se é só comigo. rs

Marido ajuda, e muito, mas tem umas preocupaçõezinhas com a casa que são apenas nossas, como a composição dos quadros, a disposição das coisas na estante, o centro de mesa que está faltando, os organizadores que eu comprei e nunca usei, mas queria muito dar uso para eles, etc., etc. E quando você não se ocupa desses pequenos detalhes, eles vão ficando ali, de lado, por tempos a fim. Homem nenhum vai se importar com isso, acredito que nem reparem. É o tipo de cuidado com a casa que é feminino mesmo, e faz qualquer ambiente se transformar em um lar.

Não que eu fique pensando nisso a ponto de perder o sono, mas me chateia um pouco não “dar conta” dessas pequenas coisas quando reparo nelas.

Acho que este é o tipo de frustração inevitável para a mulher moderna. Podemos até conquistar o mundo, mas ainda queremos ser rainhas das nossas próprias casas, e deixar tudo do nosso jeito. Claro que existem exceções, e por mais que seja uma ideia libertadora não se importar com isso, definitivamente não é o meu caso. E penso que também não seja o da maioria das mulheres, que acabam exercendo funções duplas ou triplas, ao terem de equilibrar, muitas vezes sozinhas, essa dinâmica Casa X Trabalho.

Bom… se você leu este texto até aqui, é porque se identifica com o tema. Então digo para você o mesmo que repito constantemente para mim: “Não se cobre!”, “Faça o que der para fazer, no tempo que você tem.”, “Nada precisa ser perfeito.” E, definitivamente, “não perca a sua paz só porque preferiu relaxar ao invés de lavar a pia ou pôr ordem no armário”.

Porém, ao mesmo tempo, se algo está realmente incomodando, crie metas curtas para resolver isso. Metas que se encaixem no tempo que você tem disponível, sem ter de abdicar do seu descanso e tempo com a família. Além disso, concentre-se em um problema doméstico de cada vez, porque não tem como resolver tudo em uma semana…. e tentar isso só vai aumentar a frustração.

Para mim, o que vou pegar como meta para solucionar nesta semana é a composição dos meus quadrinhos da sala. Tenho as molduras desde o final do ano passado, e até hoje não estão organizados como eu gostaria, porque fico procrastinando (muitas vezes, apenas por preguiça mesmo). E já digo que tudo bem não ter quadros na sala, o meu problema com isso é que sempre quando olho para eles fico um pouco frustrada por ter me comprometido a fazer e simplesmente deixado para lá.

Na próxima semana mostro o resultado! Se quiser, compartilhe aqui qual a sua meta para resolver esta semana dentro de casa, e depois diga se conseguiu. Ninguém disse que seria fácil, mas se o desafio está diante de nós, é porque podemos dar conta dele. Lembre-se disso!

Grande Bjo,

Mari Marques.

Minha esperança para o futuro.

Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro_O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.Salmos 121_1,2

Antes de entrar no tema que gostaria de abordar, devo dizer que este blog não é sobre religião, mas a partir do momento que escrevo sobre o que penso, vivo, acredito e sinto, em certos momentos /textos se torna inevitável desassociar isso da minha fé, que é o que guia toda a minha vida.

Dito isso, passo a refletir sobre o que tem acontecido ultimamente, não de forma pessoal, mas em nosso panorama coletivo atual, onde tantas coisas ruins e escandalosas vêm surgindo, e não consigo deixar de questionar, como alguns de vocês também deve fazer, sobre se há alguma esperança para nós nos dias futuros.

Como disse no ultimo post, tenho evitado procurar por notícias, mas vivendo em um mundo globalizado e estando cercada de pessoas bem informadas, fica difícil se manter completamente alheia a tudo o que tem acontecido em nosso país. Confesso que isso me entristece bastante, e apesar de eu não nutrir esperanças de um futuro melhor para a nossa pátria, tem um fator que me traz paz, que é justamente a fé da qual falei lá em cima, entendendo-a como “a certeza daquilo que esperamos, e a prova das coisas que não vemos” [Hebreus 11:1].

E aí vem a contradição: Como posso ter fé se não acredito em um futuro melhor?

Infelizmente, eu sou bem pessimista quanto a humanidade de um modo geral. E por mais, que gestos de grandeza espalhados ao redor no mundo nos tragam algum suspiro de esperança para os dias futuros, penso que a natureza cada vez mais egoísta do homem só mostra o quão falhos e carentes de Deus podemos ser.

No entanto, longe de qualquer religiosidade, minha fé recai sob um Deus que restaura e sustenta a quem se coloca diante dEle. Sustento esse que já provei em vários momentos na minha vida, e posso dizer, com toda certeza, que hoje, após já ter visto minha fé ser testada tantas vezes, já não temo o futuro. E isso não porque eu acredite que Deus irá interferir de alguma forma mágica trazendo uma tão pregada e ilusória prosperidade, mas porque sei que apesar de qualquer tribulação esse sustento do qual falo me basta no hoje e também me bastará no futuro.

As coisas do alto são tão simples, que para muita gente não parece ser o suficiente. Mas se não for, devo dizer que não importa o quanto você ainda conquiste pela frente, nada nunca irá suprir essa falta que se tenta tão desesperadamente preencher.

Paulo fala em um texto que já foi muito distorcido por aí que “posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). E até há quem “interprete” isso como uma profecia de sucesso futuro. Acontece que o sucesso divino é bem diferente daquele pregado por meros mortais, e se você pegar o texto em sua íntegra vai descobrir que antes ele fala o seguinte: “Sei bem o que é passar necessidade e sei o que é andar com fartura. Aprendi o mistério de viver feliz em todo lugar e em qualquer situação, esteja bem alimentado, ou mesmo com fome, possuindo fartura, ou passando privações.” (V. 12)

E é exatamente essa a minha esperança para o futuro! Não importa o quão ruim as coisas podem ser mais a frente, havendo bonança ou tribulação, eu sei quem me sustenta e isso basta. De verdade!

Para você, caro leitor, independente de qualquer religião (que não salva e nunca salvou ninguém) só desejo que um dia compreenda e também experimente essa paz.

Grande Bjo,

Mari Marques.

O mundo desabando e eu blogando

Velhas Notícias Novas

Minha mãe é uma mulher altamente politizada. Não apenas isso, ela tem convicções fortes e opinião sobre praticamente tudo. Sempre “curti” isso e gosto muito de saber o que ela pensa. Coincidentemente, meu marido, como bom analista do mercado financeiro, campo de estudo que ele ama e escolheu seguir, está sempre antenado ao que está acontecendo, seja no Brasil, aqui no Canadá ou lá na “Conchinchina”… e nunca acredita na primeira notícia que ouve, tendo uma certa “necessidade” de averiguar. Nem preciso dizer que ele também sempre tem opiniões fortes para quase tudo, as quais eu também gosto de saber.

Admiro os dois por isso. Imensamente. Considero fantástica essa capacidade de receber as informações e filtrar de acordo com os próprios conhecimentos, chegando a posicionamentos próprios, sem que ninguém seja capaz de induzir.

Mas cada um é de um jeito, concordam? Eu já caí no erro de querer ler e ouvir tudo que aparecia na minha frente, apenas para ter base nas nossas conversas. Só que com o tempo, fui percebendo o quanto certas notícias me deixam angustiada. O mundo está podre. A realidade humana é podre. E por mais que eu me inteire amplamente a respeito de alguma situação ruim, dificilmente haverá algo que eu possa fazer a respeito, o que torna minha angústia pior.

Recentemente li uma citação do C.S. Lewis nesse sentido, no livro “Surpreendido pela Alegria”, dizendo o seguinte: “Não leio jornais. Ler, sem ter um profundo conhecimento político e econômico, relatos sobre a política e a economia que chegam distorcidos às redações, e saem distorcidos mais ainda por eles mesmos, além de redigidos com todo elogio e gratidão pelos anunciantes; e tentar gravar aquilo que será contradito no dia seguinte; temer e esperar intensamente com base em indícios inconsistentes – tudo isso é seguramente um mal emprego da mente.”

E ele continua dizendo: “Passado um tempo, a maioria dessas informações terá perdido toda a importância. A maior parte do que estiver gravado na memória precisará, portanto, ser desaprendido. E o leitor terá adquirido um gosto incurável pela vulgaridade e o sensacionalismo, e o hábito fatal de voar de parágrafo a parágrafo para ver que uma atriz se divorciou na Califórnia, um trem descarrilou na França e quadrigêmeos nasceram na Nova Zelândia.”

Assim, diante das atuais reviravoltas em nosso país, tomei essa decisão… ouço apenas a opinião daqueles em quem confio e sei que têm base suficiente para emiti-las, mas parei de acompanhar os noticiários e tentar falar sobre o que não tenho como ter certeza apenas com a minha bagagem de conhecimento. Antes disso, melhor me ater à boa literatura e me aprofundar em assuntos que irão contribuir para que eu construa meu próprio senso crítico e desenvolva melhor minha sensibilidade, para não acreditar em qualquer coisa que falam por aí.

E isso não é uma bandeira em prol da alienação. Longe disso. Trata-se apenas de uma opção pessoal para manter meu equilíbrio de espírito, já que não importa em qual canto do mundo eu esteja, o Brasil sempre será meu lar e o que acontece de ruim por lá não apenas me preocupa como também machuca.

Sem contar que nessa nova “onda” estabelecida pelas redes sociais, onde todos se intitulam conscientes e entendidos nos mais variados assuntos, sem sequer terem folheado um livro sobre o tema ou mesmo tido contato com a boa filosofia ou ciência política , confesso que certos tópicos têm me cansado bastante, dada a superficialidade com que são tratados hoje em dia. E se não nos policiarmos, também embarcamos nessa de acharmos que somos bem informados, pelo simples fato de conseguirmos reproduzir informação, que sabe-se lá de onde surgiu.

Então, mais uma vez, não entenda isso como uma incitação à passividade. Nunca faria isso. Então, se está ao seu alcance mudar alguma coisa, seja no seu universo ou coletivamente, por favor, faça o que deve ser feito. Acontece que, infelizmente, hoje eu não tenho conhecimento suficiente para discutir certos temas e tentar conscientizar alguém sobre eles, por mais que no meu íntimo eu consiga identificar um monte de gente falado asneira. Aí lembro de uma citação que ouvi no um mês em que tentei fazer yoga, que era um dos princípios de algum mestre indiano que eu não lembro o nome, no sentido que devemos mudar o que pode ser mudado e aceitar o que não pode, pois “Quanto maior a tranquilidade da mente, maior o discernimento para distinguir entre as duas”.

Por essas e outras, é que pode cair o mundo, eu prefiro seguir aqui blogando… Se é a melhor forma de encarar a realidade, realmente não sei, mas definitivamente é um ótimo jeito de preservar o espírito e manter clareza diante do que ainda virá pela frente. 😉

Grande Bjo,

Mari Marques.