O que guia suas escolhas?

O que guia as suas escolhas_

Lembra daquela pergunta sobre “o que você faz quando ninguém está olhando?” No campo da moral, é isso que determinaria o seu verdadeiro caráter, não é mesmo?!

Mas não é bem sobre esse aspecto que quero refletir aqui hoje. Minha pergunta é: você teria feito as mesmas escolhas que fez até hoje se ninguém estivesse “olhando”? E o olhar a que me refiro não é o de mero espectador, mas aquele olhar de aprovação, seja ela real ou estando apenas em nossas cabeças. E até mesmo aquele olhar que criamos para os outros, quando pensamos na forma em como queremos ser vistos.

Já faz muito tempo que venho repensando minhas escolhas no que se refere ao âmbito profissional, mais especificamente. E vir para o Canadá está me dando a oportunidade única de “começar do zero”, reformulando toda essa área da minha vida. Isso é ótimo, mas também não imaginei que seria tão difícil!

Difícil porque quando entramos em um espaço desconhecido perdemos praticamente todas as nossas referências e, por isso, podemos acabar nos sentindo bastante perdidos. Ainda mais estando em outra cultura, onde os conceitos de aceitável ou não profissionalmente são um pouco diferentes.

Incrivelmente, isso tem me feito refletir muito sobre se as escolhas que fiz até hoje foram de fato minhas, pois apesar de nunca ter sentido imposição para seguir determinado caminho, acabei escolhendo a profissão dos meus pais, e me vi gastando tempo e energia em algo que nunca me fez sentir satisfeita, muito menos plena. Talvez por conveniência ou desejo de ser reconhecida, ainda não sei bem.

Além disso, já conheci pessoas que tomaram decisões importantes para a própria vida, até mesmo além do campo profissional, ou optaram por se manterem onde estavam com base no que os outros iriam pensar sobre elas.

Isso me faz questionar sobre que referências são essas que guiam nossas escolhas, mas sequer sabemos de onde vêm, já que não são genuinamente nossas. Como já disse uma vez, “a maioria das pessoas só vai reconhecer algo como bom depois que já estiver realizado”, então buscar aceitação e reconhecimento é algo inútil em um primeiro momento. O melhor é que criemos nosso próprio referencial sobre o que seria bom ou ruim para nossa história, mas livres de julgamentos externos. Nada fácil, né?! Haja exercício de autoconhecimento para dar conta disso. Mas creio que seja a única forma para alcançarmos uma vida mais satisfatória.

Infelizmente, eu ainda não posso dar um conselho eficaz nesse aspecto, por ainda estar aprendendo a distinguir o que eu de fato quero daquilo que seria apenas uma escolha emocionalmente confortável, mas o que tenho feito ultimamente é me questionar os porquês que me movem em cada direção. E acho que seja mesmo esse o caminho.

Muitas vezes teremos de decidir pelo que é necessário naquele momento, e isso pode até parecer ir contra o nosso objetivo maior, mas aí lembro que “para conseguirmos o que queremos, temos de fazer primeiro o que devemos”. A questão é, o que guia cada uma dessas escolhas? Ter em mente o onde se quer chegar no futuro (seja pessoal ou profissionalmente) é o que nos sustenta para o que precisa ser feito no presente, apesar de qualquer crítica que possa surgir.

Quer ver um exemplo bem trivial disso? Acompanhe as “máximas” desse “raciocínio lógico”: 1. Proporcionar um ambiente confortável para mim e minha família me fará mais feliz. 2. Para ter um ambiente confortável, a casa precisa estar limpa e organizada. 3. Eu não gosto de arrumar a casa. Conclusão: Mesmo sem gostar, tenho de arrumar e organizar a casa, para que eu possa ser mais feliz.

[Acho que não construí o exercício corretamente. Os professores de lógica que me perdoem. Mas acho que deu para entender, não?! rsrs]

A partir do momento que sabemos onde queremos chegar, passamos a fazer escolhas mais acertadas e independentes. Mas não se preocupe se você ainda não sabe para onde quer ir, encontrar um objetivo por si só já é um grande desafio, escolha sair do lugar para começar a sua busca. E questione-se sempre… Cada vez mais, penso que é essa a melhor forma de discernirmos quais as razões que nos movem.

Seguirei em minha busca…

Bjs,

Mari Marques.

 

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