Torta de Limão

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Estou querendo fazer esse post desde o dia de Ação de Graças, que foi comemorado no último dia 10 aqui no Canadá.

Nesse dia, eu resolvi fazer uma sobremesa para levar no jantar em que fomos convidados, e dei uma pesquisada básica nas receitas tradicionais daqui, para tentar levar algo típico.

Acontece que uma das receitas mais tradicionais de sobremesa para o Dia de Ação de Graças no Canadá é uma tal de Pumpkin Pie. E apesar de bem famosa por aqui, nada mais é do que uma torta de abóbora… algo que tanto eu como o marido odiamos de verdade.

Decidi então apostar na minha torta de limão, que desde o Brasil já virou minha especialidade em doce (na verdade, é quase a única receita doce que sei fazer mesmo… rs). E vou compartilhar no blog a receita, porque é realmente muito fácil e prático de fazer, além do que, consegui encontrar ingredientes equivalentes aqui no Canadá.

Para início de conversa é preciso ter um liquidificador e seria bom ter também um mixer (ou batedeira), mas dá para se virar muito bem sem esse último.

Ingredientes:

– Biscoito Maizena (1 pacote e meio)

– Manteiga ou Margarina (quanto baste)

– Leite Condensado (1 lata)

– Creme de Leite (na mesma proporção do ingrediente anterior)

– 2 a 3 limões

– Chantilly

Modo de Preparo:

  • Limpe bem os limões e raspe a casca com um ralador, para retirar algumas lasquinhas. Reserve.
  • Massa:
  1. Triture o biscoito maizena no liquidificador até virar uma farofa.
  2. Coloque a farofa de biscoito em uma travessa e adicione manteiga aos poucos (de colher em colher). Vá mexendo com as mãos e adicionando manteiga até atingir uma consistência firme e homogênea. Cuidado para não adicionar manteiga além do necessário!
  3. Quando atingir o ponto certo (que não pode estar esfarelando), coloque a massa na travessa que irá usar para servir e faça uma “cesta” para receber o recheio.
  4. Leve ao forno médio para assar por aprox. 10-15 minutos.
  • Recheio:
  1. No liquidificador adicione o leite condensado, o creme de leite e 1, 1/2 limão. Deixe bater até que esteja tudo bem misturado.
  2. Prove a massa para verificar quanto a mais de limão será necessário colocar e vá adicionando aos poucos (de 1/4 em 1/4), até que esteja do seu gosto (a torta pode ser mais doce ou mais azedinha, depende da preferência)
  3. Bata para que o limão adicionado misture bem com o restante do recheio. O recheio não ficará muito firme, mas também não pode bater demais para não perder a consistência.
  • A essa altura a massa já terá saído do forno. Deixe esfriar um pouco e coloque o recheio dentro da “cesta” de massa.
  • Deixe no congelador por aprox. 30 minutos (ou até que o recheio fique firme o suficiente). Cuidado para não congelar a torta!
  • Quando retirar do congelador, cubra  o recheio com chantilly (ele pode vir pronto para uso ou talvez precise bater, depende da marca, daí a necessidade do mixer)
  • Finalize salpicando a torta com as lascas do limão, para enfeitar.
  • Deixe na geladeira até a hora de servir.

Voui a lá…. está aí minha receita de torta de limão. Simples, prática e muito fácil de fazer. Aqui em casa a gente adora! E sempre que convido alguém para o almoço ou jantar, acabo fazendo ela também. Acabou que foi essa a sobremesa do Dia de Ação de Graças… e vamos combinar?! Muito melhor do que torta de abóbora, né?! rs

Só mais uma dica: quanto mais tempo deixar a torta na geladeira antes de servir, será melhor, porque a ela terá mais consistência, por isso o ideal é fazer de um dia para o outro… mas também dá para servir no mesmo dia, sem problemas.

Quanto aos ingredientes, encontrei produtos equivalentes aqui no Canadá, segue a lista:

  • Leite condensado – Em inglês se fala condensed milk. Eu usei o da marca President’s Choice, que vende muito na rede Superstore, e o gosto é o mesmo do nosso.
  • Creme de Leite – Aqui a versão do creme de leite que usamos para sobremesa é o Whipping cream. Pode ser localizado na parte de produtos gelados (geralmente fica perto do leite e/ou laticínios). Eu usei a marca Dairyland. É um pouco mais líquido do que o nosso, mas se agitar bem a caixa ele ganha consistência. Cuidado para não confundir: existe o sour cream, que é o creme de leite azedo (que não sei para o que serve… rs), e normalmente ficam próximos um do outro nos supermercados.
  • Biscoito Maizena – Aqui eu encontrei na versão redondinha… os famosos Biscoitos Maria. E o nome é exatamente esse: Maria cookies. Não lembro exatamente a marca que usei, acho que foi Minuet, mas tem várias opções no supermercado, inclusive na versão no name. De qualquer forma, ainda acho que com o biscoito maizena brasileiro (aquele vermelhinho da Piraquê) fica mais gostoso.
  • Chantilly – No Brasil eu sempre usei o da Dr. Oetker, que era líquido, tendo de deixar na geladeira por 12 horas e depois bater para virar um chantilly…. delicioso, diga-se de passagem. Aqui no Canadá, eu experimentei um que já vem pronto para usar, da marca Betty Crocker, mas meu marido cismou que tem gosto de adoçante e eu, particularmente, achei meio enjoativo também. Com certeza vou testar outro.

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Enfim… espero que seja muito bem aproveitada essa receita, pois já me rendeu ótimos momentos! 🙂

Até breve.

Mari Marques.

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Clube de Leitura ESL – Anne of Green Gables

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Olá a todos!

Hoje eu fui na primeira reunião do ESL Book Club organizado na Biblioteca local perto de onde estou morando, em Coquitlam, e resolvi fazer minhas considerações aqui no blog.

A sigla ESL significa “English as a Second Language” (Inglês como segunda língua). E esse grupo de leitura é voltado especificamente para quem está aprendendo inglês, propondo leituras mais simples, que vão evoluindo com o tempo. As reuniões são uma vez por mês, e parece que é algo comum aqui no Canadá, talvez todas as bibliotecas tenham algo parecido (ou pelo menos, quase todas).

Adorei o primeiro encontro. Para quem gosta de ler, é um jeito muito divertido de interagir em inglês e de conhecer melhor a cultura canadense através da literatura e da troca de experiências.

Nesse mês de outubro, o livro da vez foi “Anne of Green Gables”, e de cara já descobri que “gables” é uma espécie de telhado (uma parte, para ser mais exata), coisa que nem o Google tradutor conseguiu me mostrar… rs

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A casa da Anne devia ser mais ou menos assim. Olhando a foto parece óbvio, mas demorei um pouco para entender o que eram os “gables”.

Essa estória é uma espécie de clássico da literatura canadense, a ponto de estar no currículo escolar deles. Então todo canadense por aqui já leu ou já ouviu falar, tanto que existem filmes, peças de teatro, musicais, animações e até séries de TV a respeito.

A versão que estudamos no Clube de Leitura foi mais resumida, para quem está aprendendo mesmo, porque a versão original é bem grande, mas deu para conhecer a estória e ficar com vontade de melhorar o quanto antes o inglês para conseguir ler a versão completa.

O livro foi escrito por Lucy Maud Montgomery (L.M. Montgomery), em 1908, e se passa em Prince Edward Island (Ilha do Príncipe Eduardo), que é uma das dez províncias do Canadá, localizada em ilha homônima, e onde você pode visitar a Green Gables da Anne, que fica localizada em Cavendish (costa norte da ilha). Todos os anos, pessoas do mundo inteiro visitam essa região para conhecer a casa de Anne of Green Gables. Sabendo disso, entrou na lista dos lugares que quero conhecer algum dia.

Anne é uma menina muito interessante, com um talento natural para se meter em problemas, o que torna a estória divertida, e foi adotada por um casal de irmãos (Marilla e Matthew Cuthbert), que a princípio não queriam ficar com ela, mas foram cativados pelo jeito carismático da menina, que muda totalmente a dinâmica da vida na fazenda de Green Gables.

Para quem estiver interessado na leitura (é uma excelente forma de melhorar e praticar o inglês), a versão disponibilizada no Clube de Leitura foi publicada pela Oxford University Press (2007), e possui algumas gravuras que facilitam a compreensão. ;^)

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E para quem estiver aqui no Canadá ou planejando vir, fica a dica: procure a biblioteca pública mais próxima e fique por dentro das atividades. Além do Clube de Leitura, costumam haver grupos de conversação para recém-chegados (newcomers). Vale muito a pena procurar mais a respeito!

Para o próximo mês, aqui em Coquitlam, a leitura será “Stray Dog”, de Gareth O’Callaghan. Ainda não sei do que se trata, mas já peguei meu exemplar e pela folheada que dei, o livro é maior do que o anterior e não tem gravuras… o que me leva a crer que será um pouquinho mais difícil!!! rs

Mas vamos lá…. volto no próximo mês com a resenha!

Até breve.

Mari Marques.