Transformando o interior para consertar o que está por fora!

contemplando o horizonte

Chega um momento na vida em que temos de dizer um basta a nós mesmos. Um basta a tudo o que nos incomoda, mas nunca nos posicionamos para mudar, e também a todas aquelas procrastinações que atrapalham nossa evolução. É muito fácil e cômodo reclamarmos das circunstâncias e daquilo que parece nunca acontecer, ao invés de assumirmos as responsabilidades pelo “fracasso”.

Eu, particularmente, sinto que cheguei em um momento da vida onde não há mais espaço para “lamúrias” (e tenho sido muito adepta a elas até aqui). São muitas “coisinhas” em mim que me incomodam faz um tempo, e vão virando reclamações, desculpas, frustrações, dentre outros sentimentos bem nocivos para a felicidade.

Um ponto que tem me incomodado muito ultimamente, é o tipo de dona de casa que me tornei. Longe dos padrões machistas desse significado (porque nem toda mulher tem de ser uma boa dona de casa para ser uma boa mulher), mas para quem sempre sonhou em ter a própria casa e ficava “viajando” em sites de decoração, imaginando aquela casinha linda onde tudo funciona, acho que não tenho feito um bom trabalho. Pelo menos, não um “trabalho” do qual eu me orgulhe.

E ao começar a refletir sobre isso, vai ficando nítido que outras coisas também não vêm funcionando do jeito que eu gostaria. Até porque, quando se tem uma rotina tão pouco organizada, dar conta das tantas áreas diferentes da vida é mais do que um desafio, é missão quase que impossível. Já me aconteceu de ficar feliz por um dia em ter deixado a casa do jeito que eu queria, mas logo em seguida me sentir frustrada por não ter tido a noite romântica e especial que havia idealizado, por não ter dado sequência a um ritmo de treinos, ou mesmo por não ter concluído a leitura de um livro que venho procrastinando há meses (e já são mais de um). A propósito, a forma como lido com certas frustrações também me incomodam bastante, porque emoção nenhuma deve ditar posturas.

Buscando inspirações sobre as mudanças que acho necessárias realizar hoje, me deparei com os mais diversos conteúdos, seja em sites, blogs ou canais do youtube, mas no momento de pensar em realizar, também me peguei pensando: “eu nunca vou conseguir fazer isso”, ou “eu nunca vou conseguir ser assim”. E percebi, que parte desse sentimento veio pelo fato de a internet apresentar tantas “vidas perfeitas” que fica difícil para um “mero mortal” se enxergar nesse papel (parte também tem a ver com a bendita da autoestima, que oscila bastante, eu admito). Então, resolvi iniciar este blog, a princípio meio que como uma forma de autoanálise, mas principalmente para compartilhar minhas experiências reais, com mulheres reais que também sentem dificuldade em iniciar mudanças.

Por fim, deixo claro que este blog é uma tentativa de registrar mudanças possíveis. Não tenho pretensão alguma de me tornar uma mega dona de casa, uma musa fitness, ou de ser tão sábia e sensual a ponto de me pagarem para dar conselhos…. Aqui, escrevendo para quem quer que esteja lendo, apresento uma mulher que ainda se sente uma menina na maioria das vezes… meio sem jeito para algumas (ou muitas) coisas, meio destemperada no tocante às emoções e até um pouco preguiçosa em certos momentos. Mas, em contrapartida, alguém que está mais perto de saber o que quer, e resolveu mudar o que sabe que está errado. Porque não importa o tempo que se esteja vivendo, o amanhã vai ser fruto do que se planta hoje… então, plantemos!

 Mari Marques.eu

*Imagem: Google.

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Lista de Desejos: o que eu gostaria de ganhar.

presentes de natal

Muita atenção! O post de hoje servirá como sugestão para quem quer presentear alguém nas festas de fim de ano, mas na verdade se trata de uma dica para quem está pensando em qual presente vai me dar! Espero que essa “indireta” chegue a quem é de direito! Me certificarei disso! rsrs

Dezembro é o mês do meu aniversário (que aliás, foi ontem) e também traz as festividades de fim de ano que gosto tanto, apesar de sempre me deixarem um pouco melancólica. Quem me conhece, sabe que não faço questão de ganhar presentes, me sinto até meio sem graça quando recebo um. E presentes em razão do Natal, acho que fazem menos sentido ainda, porque não deveria ser a razão dessa festa no final das contas. Mas, cá entre nós, também não irei reclamar se ganhar, não é mesmo?! rs

Pensando nisso, fiz a minha “listinha de desejos”, com alguns livros que gostaria de ler no próximo ano. O critério é totalmente subjetivo, mas caso você se identifique com as minhas razões, deixo aqui as sugestões:

– Livro: Graça Extravagante, de Barbara R. Duguid

Graça-Extravagante-Capa

Li um trecho desse livro, compartilhado pelo site do Voltemos ao Evangelho, e senti que é o tipo de conteúdo que eu preciso ler. A autora fala sobre o poder da graça divina, usando seu próprio testemunho para ilustrar. De acordo com a sinopse, é um livro sobre os propósitos de Deus para nossas falhas e culpas.

 

– Livro: O Racionalista Romântico, por John Piper e David Mathis

O-Racionalista-Romantico-C-S-Lewis

Não escondo de ninguém minha identificação com a obra de C.S. Lewis. No entanto, o conhecimento biográfico que tenho sobre o autor é muito superficial. Gostaria muito de ler algo mais profundo sobre a vida de Lewis, como esse livro promete ser. Sem contar que a obra é organizada por John Piper, cujo ministério admiro muito, de modo que a biografia deve trazer uma perspectiva da vida cristã de Lewis.

– Livro: O Pai Goriot, de Balzac

pai_goriot

Só porque já entrei na faixa dos 30, e acho pertinente começar a ler Balzac. Há muito anos atrás, li em uma extinta revista de Literatura uma resenha sobre a obra O Pai Goriot e já naquela época quis ler, mas, por mais que pareça bobagem hoje em em dia, conclui ser algo que deveria guardar para os meus 30. Enfim… está na hora.

 

– Livro: Os Vestígios do Dia, de Kazuo Ishiguro.

Os Vestígios do Dia - Kazuo Ishiguro

Kazuo Ishiguro é o ganhador do prêmio Nobel de literatura este ano, mas nunca li nada dele. Gostaria de começar com este, por ser o mais repercutido do autor, com direito até a adaptação para o cinema em filme homônimo, mas também ficaria feliz em ganhar algum outro de sua autoria.

 

– Planner para o Ano Novo.

É gente… Esse ítem entra na lista de desejos em razão da minha eterna peleja em busca de mais organização na vida. Até acho que tive evolução, mas neste ano de 2017 tentei eu mesma fazer um planner e não sei bem em qual parte do caminho me perdi. Para 2018, quero muito encontrar um já pronto (que seja intuitivo e economicamente acessível), com o qual eu me identifique e possa me acompanhar durante todo o novo ano. É o tipo de presente que eu mesma terei de me dar, pois acredito que quanto maior a minha identificação com ele, mais efetivo ele será.

Tag: De repente 30

De repente 30

Hoje estamos oficialmente entrando em contagem regressiva para 2018! E após um mês de postagens diárias com o “30 Day Blog Challenge”, voltamos à programação normal do blog, com posts todas as segundas, quartas e sextas.

Dezembro é o meu mês. Além do meu aniversário, traz com ele todo um sentimento de renovação que eu adoro. Por ser um mês de transição (é como eu o encaro), esse período nos leva a refletir sobre muitas questões que podem ter passado “batido” durante o restante do ano. Alguns amam esta época, outros nem tanto, mas não se pode negar que é um período importante e muito significativo. Então podem esperar postagens nessa vibe durante o mês todinho.

Como meu aniversário se aproxima, e eu confesso que ainda não superei a crise dos 30, resolvi responder a Tag “De repente 30”, para aproveitar e fazer uma “média” com as amigas balzaquianas que me acompanham. Certeza que alguém irá se solidarizar. rs

Seguem as perguntinhas da tag:

1. Quando você irá completar 30 anos?

🙂 – Pois é… esse fatídico dia já aconteceu, e no próximo dia 7 completo 33 anos. Mas pode ter certeza de que a ficha ainda não caiu.

2. Você pretende fazer uma festa grande?

🙂 – Não fiz e tampouco pretendia fazer. Nunca gostei de grandes festas..

3. Se você pudesse voltar no tempo, quantos anos você gostaria de ter agora?

🙂 – Sinceramente?! Só de pensar em voltar no tempo já me dá preguiça. rsrs A vida é feita de fases, e para cada uma delas vai existir algo especial o suficiente para te fazer grata.

Muitas vezes perdemos o que está diante de nós por olhar demais para traz ou esperar demais pelo que ainda vai vir. Já caí nessa cilada algumas vezes, mas hoje não mais. Se aprendi algo valioso com meus 30 anos, definitivamente foi isso: estou onde devo estar!

4. Você já notou alguma mudança no seu corpo? Qual?

😦 – Queria muito responder que não, mas é impossível. O tempo realmente se faz notar de alguma forma depois que se dobra aos 30.

No meu caso, sinto meu metabolismo muito mais lento. E isso, para quem é movido a açúcar, não é nada bom. Hoje eu sinto os efeitos de cada extravagância gastronômica que ouso me permitir, de modo que ir para academia e manter uma alimentação saudável não é mais opção… virou necessidade mesmo.

Mas, olhando pelo lado positivo, isso até que traz um certo equilíbrio.

5. Você se sente velha? Por que?

🙂 – Já morro de medo das rugas, mas não me sinto velha, e até me incomodou essa pergunta. Eu não sei explicar exatamente o “porquê” de não me sentir assim, simplesmente acho que essa noção de idade mudou ou vem mudando. Ter 30 anos hoje não é como há um tempo atrás. A impressão que tenho é de que estou no auge da vida.

6. Você já desejou alguma vez ter 30 anos?

🙂 – Eu nunca pensei diretamente nos meus 30 anos até ter uns 28, e nessa época eu desejava que os 20 durassem para sempre.

7. Na sua infância, como você se imaginava aos 30 anos?

🙂 – Na minha infância o máximo que eu conseguia imaginar era como estaria aos 18 anos. E na minha ingenuidade, com essa idade eu já seria rica, bem casada e teria uns 5 filhos. Sem falar que daria à luz a toda essa prole me mantendo magra e sarada, mesmo comendo brigadeiro nas principais refeições… sequer passava pela minha cabeça que isso poderia não ser possível.

8. E como é a sua vida agora?

🙂 – Não é perfeita, mas é melhor do que eu sonhei.

9. O que você pretende ainda realizar aos 30 anos?

🙂 – Ainda?! Eu pretendo é ME realizar nessa fase dos 30.

10. Você já realizou muitos sonhos?

🙂 – Sim, alguns. Mas tenho certeza que não fui eu que os realizei. Sinto o cuidado de Deus em muitos momentos da minha vida até aqui, e sei que Ele também está cuidando dos sonhos que tenho pela frente. Descanso nisso.

11. Qual é a loucura que você gostaria de fazer ainda aos 30 anos?

🙂 – Eu acho que já fiz! Foi jogar tudo para o alto, arrumar as malas, e vir rumo ao desconhecido junto com o amor da minha vida. Tem sido uma aventura mesmo desbravar esse Canadá, mas foi sem dúvida nossa loucura mais acertada.

12. Aos 30 anos, qual é o seu maior medo?

😦 – Não posso escrever, porque sinto que é como dar vazão a ele. Juro que não tenho TOC, mas a ideia de publicar meu maior medo me incomoda.

13. Deixe uma mensagem/recado para quem vai fazer 30 anos.

🙂 – Se joga! O melhor da vida ainda está por vir!

 

Dia 27 – 30 Day Blog Challenge

Diário Blog Challenge

Definitivamente, sou péssima com listas! Levei um século para tentar elencar o que me faz rir, e cheguei à conclusão de que eu rio de qualquer coisa. Acho que sou dessas pessoas que ri da vida. rsrs

Apesar de eu odiar comédias no estilo pastelão, pode ter certeza de que meu senso de humor não é nada sofisticado. Até piada ruim me arranca risadas. E se você começar a rir do meu lado, eu acompanho sem nem saber o motivo.

Mas já que é para listar (na verdade, acho que nem era!), deixo aqui algumas razões para eu dar risadas:

1. Cosquinha

Só a ideia de sentir cócegas já me faz gargalhar, mas não é bom. Sinto desespero. Odeio cócegas.

2. Chaves

Sim. Eu gosto do clássico seriado mexicano e dou risadas com as mesmas piadas que já sei de cor.

3. Memes

Como falei lá em cima, meu humor não é dos mais sofisticados.

4. Meu marido e minha irmã

Acho que em razão da intimidade, o timing das “piadas” entre nós é perfeito.

5. Eu mesma

Porque a vida não tem graça se não pararmos de vez em quando para rir de nós mesmos. Não tem como levar tudo tão a sério sempre, muito menos a si próprio.

 

 

Dia 26 – 30 Day Blog Challenge

Diário Blog Challenge

Tenho passado por uma fase de muita reflexão quanto ao que posso e devo mudar, bem como sobre o que devo aceitar. Desejo ser uma pessoa melhor, não apenas em habilidades e conhecimento, mas principalmente como ser humano, como mulher e cristã. E acredito que isso deva ser uma constante a se levar na vida, já que todos somos falhos. Por esse motivo, o aforismo grego do “conhece-te a ti mesmo” é imprescindível como primeiro passo para evoluirmos sejam em ideias ou atitudes.

Então, se for para escolher melhorar apenas uma área da vida, opto pelo que me é interno, pois toda transformação genuína começa dentro de nós, e todo o resto será apenas um reflexo.

Nossas atitudes e reações perante as situações enfrentadas são decorrência daquilo que carregamos em nós, sejam virtudes, preconceitos, inseguranças ou mesmo traumas antigos. Acredito que aprender a identificar isso já é um bom começo para mudar padrões e nos tornarmos pessoas melhores a cada dia, em todas as áreas da nossa vida.